sexta-feira, 15 de junho de 2018




POWER COUPLE - MAIS QUE UM JOGO



O casal Tatí e Nizo se despediu do Power Couple esta semana. Eles, juntamente com os casais Aritana e Paulo, Letícia e Marlon, pertencem a uma geração única e última.

O modelo de casamento que inspiram é o do amor, do respeito mútuo, da compreensão, da sintonia e afinidade, apesar dos dissabores e contrariedades inerentes ao dia-a-dia, até mesmo, num jogo que pressupõe estratégia e competição entre casais.

Eles são fruto do que receberam de seus pais, avós, professores, da convivência com os amigos... Frutos de uma geração embalada pelo rock´roll e que cultiva os valores, a ética, o trabalho, a luta pessoal pelo sucesso, a boa educação, a partilha, o respeito pelo próximo, que ultimamente vêm se perdendo.

Cresceram aprendendo a dar bom dia, a agradecer, a pedir “por favor”, a perdoar, a serem flexíveis e a ter deferência pelos mais velhos. No seu cotidiano e no convívio com outras pessoas sabem ser polidos e separar o “joio do trigo”. Entendem que apesar de não ser possível gostar e ser gostado por todos, afinal os amigos a gente escolhe por afinidade, manter a boa educação, a gentileza e o respeito pelo outro são fundamentais e necessários no relacionamento humano.

Talvez, e em razão disso, se surpreendam e se sintam incomodados quando alguém dividindo a mesma casa passe por eles com “cara de poucos amigos”, sem cumprimentar ou lhes dar um “olá”, ou, tenha a frieza de ficar de costas durante um descontraído churrasco em sinal de desprezo a todos e àquele que toca o violão para animar o ambiente. Mentes tacanhas invejam o talento que não têm e aquilo que não podem dar. Então desdenham. Fato!!!

E ser tacanho não faz parte daquela rica geração, que aprendeu a valorizar o mérito e a lutar para obter o sucesso.

Nizo, por exemplo, cresceu nos bastidores da televisão, acompanhando o pai, inegavelmente um dos grandes e maiores humoristas do país. Desde pequeno desenvolveu o seu talento e a paixão pela arte. Mesmo assim, teve que lutar para conquistar seu espaço e provar em quarenta de anos de carreira que o seu sucesso era/é mérito próprio, não do pai famoso. Ninguém se mantém tanto tempo na televisão, se tiver apenas a fama do outro para se apoiar. Ele, juntamente com a Tatí, sua parceira e mulher, atriz, que também deve ter pelejado para seguir a carreira, não precisaram participar de um BBB ou de esquemas de corrupção para ganhar dinheiro fácil. Não. Tudo o que conquistaram, foi a partir do seu trabalho e do exemplo de vida que receberam.

E... eles estudaram!!! São de uma geração de ouro que soube valorizar os estudos e a boa leitura. Tatí e Nizo são cultos, assim como, Letícia e Marlon, Aritana e Paulo. A forma de se expressarem, de argumentar, o poder de análise, demonstra um didatismo e erudição invejáveis. Ah... como isso incomoda a quem é pobre de espírito, parco de recursos e gosta de se dar bem na vida e de conseguir as coisas sem fazer o menor esforço!!!

Os três casais, aliás, trazem a bravura, o esforço, a cumplicidade e o investimento que um casamento duradouro deve ter; alicerçado no conhecimento mútuo e amor construído ao longo do tempo. Sem isso, ele (o casamento) não sobrevive. Para essa geração única, união não é sinônimo de “ficada” assim como o termo “ficante” não faz parte do seu vocabulário, mas, companheirismo e entrega.

Seu desempenho nas provas, em especial na dos casais, mostra a parceria, sintonia e afinidade que formam a identidade, conexão e compatibilidade de duas pessoas que decidiram caminhar juntas. Quando fazem suas apostas em dinheiro, o fazem analisando a possibilidade de sucesso em determinada prova, a partir do conhecimento que cada um tem do parceiro. Diferente daquele casal que aposta por apostar, na certeza de que o público o salvará desta DR e da próxima e da outra...

Por isso, há aqueles que não sabem o que seja menosprezar e depreciar o outro, como Nadja fazia/faz diante de um passivo D´Black; ou, subjugar, como Anderson faz com a Munik, ao tratar a companheira como alguém que está ali para servi-lo e atender todas suas necessidades; ou, gritar histericamente e se descabelar, como Tati faz com Marcelo quando as coisas não vão bem e ele, submisso e constrangido, ouve calado, até porque - quase sempre - não consegue identificar e acertar as preferências e os gostos de sua mulher. Que casais disfuncionais!!! Vivem em vicioso descompasso!!! Não é a toa que, prova sim e outra também, perdem os desafios, vão para a DR e acabam no perrengue.

Eles são cria de uma geração acomodada, egoísta, fútil, em busca das coisas fáceis e da fama, ainda que passageira. São emblemáticas as cenas deles sentados no sofá, debochando dos demais, criando apelidos pejorativos, enquanto os outros estão na cozinha, trabalhando, preparando o almoço ou a janta que todos irão comer. Nem um obrigado. Nem um elogio à comida que lhes é/era servida. Pelo contrário, sempre encararam isso ou qualquer tentativa de aproximação ou até mesmo um “bom dia” como falsidade. Verdade há quando dizem que somos como um espelho. Vemos refletido no outro aquilo que somos.

Casais como Tatí e Nizo, Aritana e Paulo, Letícia e Marlon, são uma edição limitada. A cada dia há menos casais como eles no mundo. A escolha e a preferência do público sinalizam isso.

O fato de Munik e Anderson, Tati e Marcelo, estarem no topo da preferência popular, diz tudo. Eles são grosseiros, mimados, mal-educados, prepotentes, arrogantes, intratáveis, desconhecem o que seja respeito ao próximo, desfazem do sucesso dos demais, se isolam por opção, não sabem partilhar, e mesmo assim há quem os aplauda. São incapazes até de compartir um café da manhã oferecido a eles e a mais dois casais. Longe das câmeras, Anderson chegou a destratar um motorista da Record, o que ilustra o tratamento dado a quem considera seu subalterno e o desprezo que sente por aqueles a quem julga não estarem à sua altura. O pior é haver quem apóie, desculpe ou amenize tais atitudes atribuindo isso a uma perseguição dos outros, que inexiste. Os perseguidores são eles!!!

“Na alegria e na tristeza até que a morte nos separe". São esses os votos de casamento proferidos pelos casais que prometem uma longa vida a dois. A realidade, porém, é que muitos casamentos chegam ao fim nos primeiros anos ou primeiros conflitos e dificuldades pela falta de tolerância, respeito e de amor ao próximo.

Nesse sentido, Thais e Douglas não deixam de ser uma grata surpresa. Em meio ao mimimi de uma geração mimada, preguiçosa e fútil, feita de relações tóxicas, eles ainda preservam algo da geração de ouro de Letícia e Marlon, Aritana e Paulo, Tatí e Nizo. A leveza, o carinho, a delicadeza, o respeito, a compreensão, a sociabilidade, a afinidade, o lúdico, dos quais as pessoas e os casais estão cada vez mais carentes.


Memory... em homenagem aos "power couple" de uma geração de ouro:





Shadow/Mariasun Montanés

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domingo, 13 de maio de 2018







VOSSOS FILHOS NÃO SÃO VOSSOS FILHOS






Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. 

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. 

O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: 

Pois assim como ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.
                                                     
(KHALIL GIBRAN)






Um luminoso Dia das Mães a todo aquele que é mãe ou pãe!!!


Shadow/Mariasun Montañés


segunda-feira, 23 de abril de 2018






DIA DA TERRA


O mundo começou sem o homem e terminará sem ele.
(Claude Lévi-Strauss)



Ao abrir a página na internet me deparei com um vídeo comemorativo ao Dia da Terra, festejado neste mês, no dia 22. Uma data que é um alerta à necessidade de se proteger o meio ambiente e preservar a biodiversidade.

Instintivamente olhei para o céu azul de outono, senti a brisa que costuma soprar suave nesta época do ano e me deixei invadir pelo canto dos pássaros, que em meio às árvores e jardins ecoa entre os edifícios e o concreto...

Como é bela a natureza que nos cerca!!!

Todos os dias, pequeninos pássaros fazem estripulias na minha janela, diante de pequenos recipientes que deixo com água pra eles. Ali eles mergulham e se divertem numa dança vibrante, cadenciada e sincronizada. Entram e saem agitando as asinhas, respingando gotas de água nos vidros e soltando trinados como em agradecimento. Espécie de ritual festivo e mágico.

No início era um apenas. Com o tempo... esse um foi trazendo outros... hoje, são uma família.


É bonito de se ver. No entanto, impossível deixar de pensar que eles ali estão, na minha janela, pela falta de água ao redor para se refrescarem. As construções em argamassa ocuparam o espaço que antes era deles.

Água... a fonte vital para seres tão pequeninos... e também para nós. Sem ela não haveria vida no planeta.

Apesar disso e do avançado conhecimento que possuímos, continuamos a poluir o ar, rios e mares; a destruir nascentes de águas claras e cristalinas; não nos preocupamos com o aquecimento global ou a queima de combustíveis fósseis; sequer nos damos conta da gravidade de espécies estarem ameaçadas de extinção. Não mais as veremos, nem tampouco as futuras gerações.

Voltamos os olhos para o espaço em busca de vida em outros planetas, mas não conseguimos proteger a vida e controlar a deterioração do planeta em que vivemos. A nossa casa. Paradoxo do nosso tempo!!!

A continuar assim... daqui a alguns anos poderemos ser nós, ao invés dos pequenos pássaros, a estar em busca de água. É preciso que nos conscientizemos ou, então, pereceremos....

Cuidar do planeta é usá-lo de forma sustentável.

É cobrar dos governantes ações públicas no controle da poluição do ar nos grandes centros urbanos, com a imposição de multas pesadas a empresas poluidoras que descumprem a legislação ambiental.

Não dá pra aceitar esgoto sendo despejado no leito dos rios ou o desmatamento descontrolado de reservas naturais.

É preciso que aqueles que frequentam nossas belas praias, entendam que lixo plástico deixado na areia, vai para o mar. E uma vez no mar, tartarugas, golfinhos e peixes irão se alimentar deles, porque pra eles tudo o que flutua e está na água é alimento.

O Brasil é um país privilegiado e de fato abençoado por Deus, por seus rios caudalosos, florestas e reservas naturais.

A Amazônia é a maior bacia fluvial e a maior floresta tropical do mundo. Sendo, inclusive, responsável pelo incrível fenômeno dos rios voadores, uma espécie de cursos d´água invisíveis, que se dispersam pelo continente Sul-Americano, levando umidade, chuvas, evitando que o centro-oeste, sudeste e sul do país se transformem em deserto.

No entanto, o desmatamento é uma realidade e um dos maiores problemas ambientais da região.

A atividade (des)humana na derrubada de árvores para o uso da rica e cobiçada madeira pela indústria e da atividade agropecuária que invade cada vez mais a área de floresta, coloca em risco o equilíbrio do ecossistema e a biodiversidade da flora e fauna nativas, com o consequente aterramento dos rios devido à erosão, diminuição das chuvas, desertificação do solo e... desaparecimento dos rios voadores.

A floresta não fala. Ela reage à ação do homem.

A Amazônia é vasta. Compreende seis Estados: Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Pará, porém, seus efeitos se estendem regulando o clima nos demais Estados e no Continente.

Ela, a Amazônia, tem uma importância vital para o planeta Terra. É imensurável a sua contribuição para a estabilidade climática e ambiental do mundo em que vivemos.

Pará é o segundo maior Estado da bacia Amazônica e do país. Sua vegetação e belezas naturais são inigualáveis. Possui grande abundância de água e, em razão disso, um imenso potencial energético. A Usina de Belo Monte construída na bacia do Xingu é a prova disso. Por ser também um Estado riquíssimo em minérios, como bauxita, manganês, caulinita e cobre, e por ter grandes reservas de ferro e níquel, a atividade mineradora se expandiu.

Mas, essa expansão trouxe sérias consequências ao meio ambiente.

Da mesma forma que a prática intensa e continuada do desmatamento da floresta Amazônica está ligada à omissão e falta de fiscalização do Governo quanto ao cumprimento das leis, a atividade mineradora também padece desse descaso.

Vimos esse abandono recentemente em imagens: um rio de lama matizado com a cor vermelha se espalhou por Barcarena, no Pará, em razão do vazamento de rejeitos de bauxita da mineradora norueguesa Hydro Alunorte.

Já vimos isso acontecer a dois anos em Mariana, Minas Gerais, quando duas barragens da mineradora Samarco (controlada pela Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Biliton) se romperam.

Esse foi o maior desastre ambiental do país e da história contemporânea do mundo.

Feito um dilúvio de lama, rejeitos de minério pesado arrasaram uma cidade inteira. Aniquilaram a atividade dos ribeirinhos que viviam da pesca. Contaminaram 39 cidades, atingindo três Estados ao todo: Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Mataram 19 pessoas e sepultaram o rio mais belo e doce da região, com toda a sua diversidade de peixes: o Rio Doce, cujo epitáfio se encontra na beira do mar.

Aprendemos alguma coisa com isso?!? O recente desastre havido no Pará prova que não.

Estranho que no Dia da Terra ninguém tenha se lembrado de Mariana e Barcarena.

Por ocasião do desastre em Mariana. Desastre, não!!! Porque não se tratou de um rompimento acidental e imprevisível, mas de uma tragédia anunciada. Havia pareceres alertando que a barragem apresentava fadiga, por estar operando em sua capacidade máxima. Portanto, foi um ato criminoso.

E por que nada se fez para evitar???

Porque isso implicaria em investimentos e redução de lucros. Os interesses econômicos foram colocados acima da vida humana e do meio ambiente daquela região.

Dois anos se passaram. Ninguém está preso. Ninguém foi condenado. As famílias desalojadas ainda aguardam pelas casas, que lhes foram prometidas pela mineradora. O mesmo se diga das indenizações àqueles que dependiam do rio para sobreviver.

E o pior é que na época se constatou que a Samarco não era a única a estar operando no limite. Havia outras.

Portanto, o rompimento da barragem de Barcarena no Pará foi uma tragédia prevista dois anos atrás.

Por que essas mineradoras estrangeiras, exploradoras do nosso minério, não estão sujeitas à fiscalização???

Por que os seus diretores não são responsabilizados e presos como o seriam em qualquer país???

Neste Dia da Terra fica mais uma vez o alerta. Mineradoras estão operando no Brasil além da margem de segurança. Rejeitos de minérios pesados despejados nos rios causam danos irreparáveis para a biodiversidade da região e para a vida humana. A ingestão de metais pesados por meio de peixes ou água contaminados pode causar aos moradores das áreas afetadas, ao longo do tempo, sérios problemas de saúde, como alterações do sistema nervoso e até mesmo incidência de câncer.

O mundo começou sem o homem e terminará sem ele... Uma frase para refletir...

A natureza e a Terra não são fonte inesgotável de recursos naturais. Se não cuidarmos, desaparecerão e, diante da escassez, a vida humana também desaparecerá. A nossa sobrevivência, depende desses recursos.

É preciso agir e cobrar ações governamentais agora, para minimizar os impactos do descaso com as questões ambientais sobre as gerações futuras.

Tragédias e tempos de crise nos impõem mudanças. Quando São Paulo enfrentou a crise hídrica, as pessoas passaram a se adequar e a economizar água. As mudanças fazem parte da tomada de consciência, do entendimento de que nossas condutas são determinantes e fazem a diferença.

A natureza está disponível para todos, sem distinção. Ela pode até chegar batendo as asas na nossa janela, tornando o nosso dia mais suave e ameno. Basta apenas que - todos - sejamos responsáveis pela sua preservação.




Não herdamos a Terra de nossos pais; a pegamos de empréstimo de nossos filhos e netos...


Shadow/Mariasun Montañés




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domingo, 8 de abril de 2018




O ÚLTIMO CAPÍTULO DA BIOGRAFIA POLÍTICA DO LULA




A esperança tem forma?

Se essa pergunta fosse feita a uma criança, prontamente ela responderia que a esperança tem forma de algodão doce, unicórnio, coelhinho da Páscoa, poças d´’água, arco-íris... Um adulto, por sua vez, teria dificuldade em responder, até mesmo porque a solidão, o descontentamento, as derrotas, por vezes nos levam a duvidar que ela exista.

Aliás, os brasileiros que o digam!!! Nos últimos quatro anos, o sentimento tem sido de indignação diante da corrupção que grassa no país; descrença com a classe política, até em ano eleitoral; desconfiança das decisões das Altas Cortes de Justiça; traição por sermos subestimados e esquecidos. Onde encontrar esperança em meio a isso, quanto mais uma forma?!?

Mas eis que, um povo valente e forte ergue a cabeça e sempre segue em frente...

E foi o que aconteceu quando as pessoas decidiram se encontrar pacificamente nas ruas, para pedir o impeachment da pior Presidente que este país já teve: Dilma Rousseff; clamar pelo fim da corrupção e prisão dos corruptos, em especial, do chefe do propinoduto, Luís Inácio Lula da Silva; solidarizou-se com Carmen Lúcia e com os seus vizinhos diante do prédio onde a Ministra tem domicílio, deixando flores, mensagens de apoio e tentando limpar a fachada das marcas que o vandalismo e a violência de petistas adestrados, deixaram em suas paredes.

É a partir desses pequenos gestos, momentos de solidariedade e comprometimento, que o brasileiro encontra a sua essência e a esperança ganha forma.

A prisão de Luís Inácio Lula da Silva na histórica noite de 07/04, registrada em imagens, foi comemorada com fogos, panelaços e buzinaços pelo país, enquanto as redes sociais irmanavam a todos, numa corrente de alegria sem fim e a esperança ganhava novas formas e contornos.

Luís Inácio Lula da Silva, o Lula, migrou de Garanhuns, Pernambuco, para São Paulo, onde iniciou a atividade política. Tornou-se líder sindical e, nesse período, promoveu sucessivas greves e piquetes nas portas das montadoras de veículos de São Bernardo do Campo, enquanto negociava as condições $$$ para o fim da greve em reuniões na FIESP, regadas a Black Label.

Entrou para a política e chegou ao mais alto cargo do Poder Executivo que alguém poderia sonhar, a Presidência da República, prometendo acabar com a pobreza, erradicar a fome e a miséria. Uma vez ali, passou a fazer o que tão bem sabia: negociar $$$, desta vez, com empreiteiras, políticos e juízes. Deu as costas para sua gente. Passando a lembrar de suas raízes e origem humilde somente em palanques e em períodos eleitorais, optando por aliar-se aos poderosos, ávido por construir um império de poder.

Da mesma forma, deu as costas a sua mulher, Mariza Letícia, casada com ele há mais de quarenta anos, que teve de conviver com Rosemary Noronha e o vexame, ao dividir com a amante do marido, viagens, palanques e fotos, transformando a humilhação da traição em sorrisos forçados. A mesma mulher que Lula não soube respeitar sequer na morte. Transformando seu velório ao invés de lamento e recolhimento, em palanque político, posteriormente, transferindo a culpa por seus crimes à falecida e, novamente, usando o seu cadáver para um showmissa, com o intuito de espetacularizar a prisão iminente.

Foi um líder que não mediu esforços para perpetuar-se no poder, nem para ter atendidos os seus caprichos, vontades e prazeres.

Lá da cela onde se encontra, carrega na consciência, consciência não, nas costas, o triplex do Guarujá, que o levou à primeira condenação e prisão. O belo sítio de Atibaia, com uma adega fenomenal, capaz de causar inveja aos maiores conhecedores de vinho e um lago para o deleite, com pedalinhos batizados com o nome dos netos, onde nadam mansamente patos e marrecos. O fantasma de Celso Daniel, ex-Prefeito de Santo André. O apoio e o empenho para eleger a mais medíocre e incompetente Presidente que já passou pelo Palácio do Planalto. O loteamento das Instituições transformando servidores públicos em militantes. O dinheiro da transposição do Rio São Francisco, transposto para contas bancárias, relegando o fim da saga da seca no nordeste apenas a promessas vãs de campanha.

Como é possível que com o potencial hídrico do país, ainda haja regiões que padeçam da seca??? Onde animais morram à procura de água e as pessoas de sede no sertão e, as plantações, transformem a paisagem em cinza. Qual o custo de se construírem cisternas e barragens para conter a água da chuva, quando ela vem?!? Ah... a transposição do Rio São Francisco é muito mais lucrativa $$$!!!

Israel conseguiu irrigar suas terras e torná-las férteis no meio do deserto!!! Por que não aprender com as grandes potências???

Não. Lula sempre demonizou as grandes Democracias e Economias, como Israel e os Estados Unidos. Preferiu alinhar-se às ditaduras. Aquelas que oprimem o seu povo e sugam os recursos do seu país, subjugando e tolhendo liberdades por meio da brutalidade de uma polícia repressora, temida e odiada pela população. Inúmeras foram as manifestações de apoio e visitas de Luís Inácio às tiranias e ditaduras, inclusive antissemitas, como Guiné Equatorial, Irã, Líbia, Cuba, Venezuela, Bolívia e outras de mesmo viés ideológico.

Assim como demonizou e hostilizou os brasileiros que estudam, trabalham, produzem e fazem a riqueza do país circular, dividindo brasileiros entre “nós” e “eles”, o sul e o norte. Esse foi o seu legado. Fragmentar, desagregar, promover o ódio e a discórdia entre irmãos, entre pessoas da mesma terra. Ao tempo em que, distribuía migalhas na forma de Bolsas-Família para alimentar dependentes úteis, ao invés de fomentar o emprego, o aprimoramento laboral e dar dignidade ao seu povo. Apropriou-se dos Programas Sociais do Governo Fernando Henrique Cardoso, para fincar uma política paternalista, enquanto colhia os frutos da estabilidade econômica alcançada pelo Plano Real, para colocar-se perante os mais carentes e o mundo como um grande líder. O tempo mostrou que o ídolo era de barro.

À medida que transformava os filhos - sem estudo ou qualificação profissional - em milionários, fazendo o mesmo com políticos da estirpe de Sergio Cabral, o emprego ia ficando cada vez mais escasso, a partir do estrangulamento, recessão e o fechamento de empresas. Muito embora, dinheiro do BNDES e vergonhosos incentivos fiscais não tenham faltado para alimentar os chamados “campeões nacionais”, como a JBS, GrupoX de Eike Batista, Odebrecht, OI... corroendo o setor produtivo do país, enquanto a promiscuidade entre Governo e empresários crescia.

O Mensalão foi apenas o balão de ensaio do que estava por vir, quando o Petrolão começava a ganhar contornos, avançando com a mesma desenvoltura no setor elétrico. Para tanto, contou com a prestimosa colaboração de seu braço direito José Dirceu, ex-Ministro da Casa Civil, e demais cúmplices de peso, como Antonio Palocci, José Genuíno, Delcídio do Amaral, João Vaccari Neto. Todos investigados e denunciados por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, aos quais abandonou à própria a sorte, apesar de ser o chefe e facilitador do esquema que atravessou as fronteiras.

Dinheiro dos brasileiros destinado para modernizar portos e estradas, custear campanhas políticas em outros países, a fim de perpetuar e fortalecer ditaduras de países vizinhos, como Cuba e Venezuela. Ao passo que os portos brasileiros, deficientes, permaneciam sucateados à espera de ampliação e modernização e as estradas - por onde passam a economia agropecuária e a produção de grãos – se encontravam, como se encontram, em estado de calamidade, esburacadas e perigosas.

Não é por acaso que a maior estatal do país quase foi aniquilada. Reduzida a instrumento de barganha entre os mais diferentes partidos políticos, a fim de dar sustentação ao maior e nefasto projeto megalomaníaco de poder, jamais visto ou imaginado no mundo moderno.

Quando a caixa de Pandora do BNDES for aberta, especula-se que o escândalo do Petrolão, envolvendo o desvio de bilhões de dólares, será considerado crime de bagatela.

Lula pretendeu ser o maior líder não apenas do Brasil, mas da América Latina por meio do Foro de São Paulo. E, o último capítulo de sua biografia política, ficará marcado para sempre por sua prisão no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, onde ele deu seus primeiros passos na política. Chega a ser irônico.

Até o momento, em seu vasto currículo policial e criminal, constam diferentes depoimentos de delatores e testemunhas onde é acusado: 246 (duzentas quarenta e seis) vezes de lavagem de dinheiro, 21 (vinte e uma) de corrupção passiva, 3 (três) de formação de quadrilha, 4 (quatro) de tráfico de influência, 2 (duas) de obstrução à Justiça e, por muito pouco, não soma também resistência à prisão. Apesar de negar cinicamente o que fatos, planilhas, fotos e documentos comprovam e corroboram aos depoimentos. Hoje responde a mais seis processos na esfera penal.

O que se viu na noite de ontem, foi o desfecho lacônico de sua biografia política.

Aliás, a forma debochada com que tentou intimidar a Polícia Federal, usando a sede do Sindicato dos Metalúrgicos como bunker para menosprezar a lei e desafiar a Justiça, só serviu para matizar o lado maligno, prepotente e onipotente, com que pretendia edificar o seu império de poder.

Até o último minuto, contando com o desvario de Gleise Hoffmann e Lindberg Farias, instigou seus milicianos, chefiados por Guilherme Boulos e João Stédile a apedrejarem jornalistas, veículos da imprensa e enfrentarem os agentes federais responsáveis pelo cumprimento do Mandado de Prisão, em clara afronta à ordem e à lei.

Lula com o punho fechado queria confronto, sangue, um cadáver. Senão teria cumprido de imediato a determinação judicial e, evitado, tanta exposição, alarido e ódio.

O pior não aconteceu porque a Polícia Federal soube agir com paciência, inteligência e parcimônia, atuando em sintonia e conforme as determinações do Juiz Sergio Moro, para que a prisão ocorresse sem tumultos, truculência ou feridos, com o cuidado de não expor o réu ao constrangimento, evitando o uso de algemas e viatura oficial no seu transporte ao aeroporto.

Neste ponto, não tem como deixar de destacar a brilhante capacidade que o Juiz Sergio Moro tem em lidar com situações adversas e hostis. Ele deve ter lido umas trocentas vezes "O Príncipe" de Maquiavel, "A Arte da Prudência" de Baltasar Gracián outras tantas e feito meditação no Tibete com monges tibetanos, porque a sua capacidade de antecipar-se e de lidar com situações críticas e com a manipulação de um réu como Lula, que estava preparado para a guerra, é invejável e admirável.

Esgotado todo o mise em scene e para não ter agravada sua situação jurídica, a final, Lula se entregou, sem que tenha havido qualquer incidente ou ato grave de violência. O réu deixou a sede do sindicato de São Bernardo do Campo mais chamuscado do que quando chegou. No período de vinte e quatro horas, as câmeras das redes de televisão e sites puderam captar a soberba de alguém que se julgava estar acima da lei. Não tardou para que as pessoas indignadas com tanta prepotência e insolência estivessem nas redes sociais e nos chats pedindo a sua prisão imediata. De modo que, a sua condução à cadeia de Curitiba, ao invés de provocar lágrimas, provocou aplausos, ocorrendo de forma natural e sem traumas. Tudo o que o réu condenado em duas Instâncias, Luís Inácio Lula da Silva, não esperava.

Fechou-se assim, laconicamente, em 07/04/18, o último capítulo da vida pública, daquele que poderia haver entrado para a História como um grande líder, mas, optou por protagonizar as páginas policiais, tendo entrado para o Guinnes Book da Política, como o político mais corrupto da História do Mundo Moderno.

A prisão do maior ladrão que este país já teve, enche os brasileiros de esperança. Esperança num Brasil Novo, feito de dias melhores, onde a lei seja igual para todos e a punição de um, sirva de exemplo e alcance a todos.




E que nunca nos falte a esperança em dias melhores...


Shadow/Mariasun Montañés



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