sábado, 22 de setembro de 2018





AS FORÇAS QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NO LEVIATÃ DO SÉCULO XXI




Estamos a duas semanas da eleição para a Presidência da República, Governo dos Estados, Congresso Nacional e Assembleias Legislativas, que irá traçar os rumos de um país aniquilado pelos desmandos do (des)Governo lulopetista. Foram 14 (quatorze) anos saqueando os cofres públicos, dilapidando estatais e o BNDES custeando o Foro de São Paulo e as ditaduras latinas e africanas.

Para sustentar essa política de assalto, a maior da História Contemporânea do Mundo, seu líder criou uma seita de seguidores, uma onda vermelha, alimentada com pão e mortadela, fomentando a divisão entre o “nós” e “eles”. Pronto. Iniciada estava a guerra entre os “mortadelas” e os “coxinhas”. Uma espécie do bem contra o mal e de idolatria a Luís Inácio da Silva, o Lula, o Don Corleone tupiniquim, “il capo” mais perverso e corrupto que já passou por este país. Por meio de um discurso populista mais que ultrapassado nos dias de hoje, voltado para a luta de classes entre explorador x explorado, burguesia x proletariado, impôs um verdadeiro massacre ao país. Não satisfeito, ainda desferiu o golpe mortal ao colocar Dilma Rousseff no seu lugar.

Um país rico na diversidade de sua gente e belo por suas belezas naturais de norte a sul, recebeu como legado lulista um povo dividido pela irracionalidade e corrupção.

E o pior: quando revelada a farsa do “grande líder”, que de grande só teve - e tem - a ambição e obsessão pelo poder, sua militância ainda continua crendo que ele “não sabia de nada” e que o impeachment da mais incompetente Presidente que o país já teve, foi golpe ou "górpi"; apesar dos bilionários esquemas de corrupção, das delações, fotos, documentos, planilhas, e-mails e provas de toda ordem. Oi?!?

Diante disso, o inconformismo e a revolta se instalou em boa parcela da população. Um sentimento cada vez mais crescente - feito uma onda espumando em fúria - surgiu, à medida que outro líder com um poderoso discurso armamentista, inflexível e populista, ganhava as redes sociais. Jair Bolsonaro, o defensor da política do “todos contra todos”, “olho por olho”, “dente por dente”, onde a prevalecer, terminaremos cegos ou desdentados ou cegos e sem dentes.

“O homem é o lobo do homem”, escreveu Thomas Hobbes em Leviatã, no século XVII. Não há frase mais adequada para expressar com precisão os dias que antecedem a eleição que se aproxima.

Leviatã, o monstro ou demônio apocalíptico que assolaria o mundo no final dos tempos. Visto por Hobbes como a decadência do homem e da sociedade, onde não há inocentes e todos são corruptíveis. A idéia da bestialidade incorporada ao Estado, por meio de um pacto através do qual os indivíduos transferem poder à criatura bestial, para representá-los e agir em seu nome.

Seguindo nessa linha, Luis Inácio Lula da Silva hoje é um monstro encarcerado pelos crimes cometidos contra um país. Que permaneça lá é o que desejamos!!! Jair Bolsonaro, por sua vez, é um monstro em crescimento, sendo alimentado por muitos. Tão radical e extremista quanto o outro. Tão medíocre na atividade parlamentar que exerceu por trinta anos, quanto o outro o foi. Cercado por uma turba de seguidores hostil, violenta, intolerante e truculenta, tanto quanto a militância vermelha, alimentada não mais com pão e mortadela, mas pelo ódio. Alimento muito mais combustível, diga-se. Fico a imaginar essa gente com uma arma nas mãos...

Esperamos ansiosos pelo ano de 2018, confiantes nas mudanças que o voto de cada um poderia provocar nos rumos da Nação... No entanto, passada a ressaca da virada do ano, não há motivos para comemorar.

Comecei várias vezes a escrever esta postagem. Parei. Voltei. Rascunhei. Deletei. Não conseguia sair do primeiro parágrafo. Sentia um enorme desconforto na ponta dos dedos, que não me fazia avançar.

Expor a própria opinião sobre política e os políticos - hoje - é estar sujeito a levar pedradas e perder amigos, ser atacado no Twitter por pessoas que a gente sequer conhece, direcionadas até você para esse fim. Aí, então, opta-se por evitar tocar no assunto no Facebook para não melindrar quem se gosta e... por mais diplomático que alguém seja, dar block no Twitter à turba mal educada e ensandecida que por ali aparece e se sentir bem ao fazer isso.

Impressiona ver como aprendemos tão pouco com a nossa História. Já tivemos Fernando Collor “o caçador de marajás”, Lula “o pai dos pobres” e, agora, Jair Bolsonaro “o messias salvador”.

Seitas, seguidores, militantes, surgiram ao redor deles para venerá-los, como se o D-us imaculado fossem. Collor sofreu o impeachment. Lula está na cadeia. E Bolsonaro... só o tempo dirá.. Há que diga que ele é o “messias” reencarnado, cujos sinais seriam ter Messias no nome e haver sobrevivido a um ataque com faca. Outros afirmam que as Profecias de Nostradamus previram seu surgimento e ascensão. Pelamor!!!

Por que as pessoas necessitam tanto de ídolos, divindades, que com o passar do tempo acabam se mostrando ser de barro?!? Estamos tão carentes de referências assim?!?

Atribuir falhas ou atos ilícitos ao D-us Bolsonaro, agora é visto como crime de “lesa majestade”. Ter uma funcionária fantasma paga com dinheiro da Câmara por anos, não é crime de improbidade? Ter imóvel próprio e receber auxílio-moradia, é honesto? Ser agressivo e humilhar as mulheres, sejam parlamentares ou jornalistas, é aceitável? Empregar no Estado ex-mulher e parentes, não é nepotismo?

Como se pretende reerguer um país a partir da irracionalidade, mistificação, ignorância, ódio e intransigência?!?

Como há quem compre a ideia do voto útil no primeiro turno?!?

A realidade está sendo deturpada pelos coordenadores da campanha de um candidato que quer se eleger no primeiro turno. Vão entrar nessa onda?!? Vão aceitar as ameaças e o terrorismo que esse candidato está fazendo nas redes sociais, coagindo a todos com a volta do PT ao poder???

Pensem. Raciocinem. Vocês estão sendo induzidos e manipulados por um candidato, pelas pesquisas, pela mídia!!!

A Constituição de 1988 previu a realização do segundo turno, justamente para que não houvesse a polarização e o voto útil no primeiro.

O voto de vocês será motivado pelo medo?!? Pelo receio da volta do monstro do passado??? E as suas convicções??? E aquilo em que vocês acreditam??? Não estão vendo o monstro do futuro???

Acorde meu povo!!! Se for para direcionar o voto útil, o faça na direção daquele que representa os seus ideais ou está mais próximo deles. A Democracia não convive com o extremismo. Pelo contrário, diante do radicalismo, os princípios democráticos sucumbem. Diante da intolerância, a liberdade de expressão é tolhida, como já estamos vendo acontecer nas redes sociais.

Como podem entregar seu voto cegamente, sem pensar, sem avaliar, apenas por medo, sendo que há outras opções???

Somos uma parcela considerável de brasileiros que crê na união e no país como um todo. Sem isso, não caminharemos como Nação. Veremos uns aos outros como oponentes, separados pelo “nós” x “eles”. Sempre haverá um abismo a ser superado.

Quem diz que não governará com outros partidos, está mentindo!!!

Sem o Congresso Nacional o Presidente não governa!!! O Brasil para sair do atoleiro em que está há mais de uma década, necessita de Reformas e Ajustes urgentes, nada doces ou populares. É preciso que quem ocupe o cargo, tenha liderança, conheça o que está fazendo e saiba negociar com os parlamentares. Sorry, mas só consigo ver Bolsonaro governando por meio da reedição de um novo AI-5.

Não tenho a pretensão de mudar ou induzir o voto de ninguém. Penso que cada um é responsável pelo seu céu ou inferno. Também não sou formadora de opinião. Meu blog é pequeno e modesto. É mais um diário, onde deixo pensamentos, histórias e acontecimentos para o amanhã e #Victorler. Mas, não posso deixar de registrar, que a melhor opção para o país, neste momento, é Geraldo Alckmin. Isso sem desmerecer Álvaro Dias, o veterano e correto parlamentar do Paraná, e, João Amoêdo, um político em ascensão.

No entanto, Alckmin os supera por sua vasta experiência no Executivo. E este país tão maltratado, não tem tempo para ensaios ou amadores, necessita ter à frente alguém que saiba fazer, porque já fez. Afinal, ninguém se reelege por quatro mandatos para Governar um Estado gigante, complexo, espinhoso e diversificado como São Paulo, se não souber Administrar e tiver a aprovação da população. E eita povo exigente que é o paulista!!! 

Além do mais, o ex-Governador de São Paulo é agregador e um excelente negociador, tanto que trouxe para ser sua vice Ana Amélia. Eleita a melhor Senadora de todos os tempos. Combativa, atuante e tenaz defensora da Lava Jato. Uma grande e admirável mulher!!!

Sim minha gente, é preciso pensar nos vices dos candidatos. Porque eles também nos representam. E têm tido protagonismo desde a eleição de Tancredo Neves. Basta lembrar de José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer.

Alckmin e Ana Amélia são dois políticos fortes e moderados, que conhecem e sabem fazer política. Seriam reconhecidos, valorados e respeitados em qualquer país democrático, embora neste país - que despreza a meritocracia - haja ainda quem prefira o sofrível ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e a hiponga Manoela D’Ávila ou Jair Bolsonaro - que por oito anos votou com o PT e contra as principais Reformas modernizantes: Plano Real que estabilizou a moeda, Reforma da Previdência, fim do Monopólio Estatal do Petróleo e das Telecomunicações, Lei da Responsabilidade Fiscal, ao tempo em que apoiou benefícios aos servidores, isenções fiscais a setores específicos e medidas que elevaram os gastos públicos - e, o seu vice, General Mourão, este um homem culto por formação, mas com visão e conceitos rígidos e ultrapassados de mundo e da política, como já demonstrou.

O Brasil necessita de quem o projete no século XXI com uma Proposta de gestão moderna e arrojada.

Pensem... apenas pensem antes de criar e ter que lidar lá na frente com mais um monstro... Por você, por mim, por todos e pelo nosso país!!!

Finalizo com um vídeo: A ONDA. Uma história real ocorrida em 1967. Um professor reproduz em sala de aula um ensaio sobre o autoritarismo e extremismo. Uma experiência que marcou a todos e deixou lições até os dias de hoje.





 Shadow/Mariasun Montañés 



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quarta-feira, 25 de julho de 2018





A MULHER AO CENTRO DA VIDA



Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.

Estava em paz observando a graciosa menina que foi, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante, estava recebendo um presente.

Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter.

Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não. Não mais.

Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.

Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amou por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar. A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.

Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. 

Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.

Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

(Diego Engenho Novo)





A vida tem sons, que pra gente ouvir precisa aprender a começar de novo.                                                                                   É como tocar o mesmo violão e nele compor uma nova música...


 Shadow/Mariasun Montañés


quarta-feira, 18 de julho de 2018




O LEGADO DA COPA 2018 AO BRASIL - PARTE II




Apesar do ufanismo dos comentaristas de uma rede de televisão, a grande maioria dos brasileiros manteve-se distante do último Mundial de futebol. Nada de bandeiras verde-amarelas estendidas nas janelas, tremulando nos carros ou ruas enfeitadas e coloridas à espera do evento, como em outrora.

O desinteresse era visível. O país do carnaval e da bola parece haver mudado. Não é mais o mesmo. O foguetório e o buzinaço pela prisão de Luís Inácio Lula da Silva revelou muito mais euforia, que a tímida comemoração pelo primeiro gol do Neymar na Copa. Talvez porque neste momento este seja o país da Lava Jato e o seu autêntico craque, o Juiz Sergio Moro, vista terno.

Os brasileiros estão desiludidos, e não é de hoje. Eles estão/estamos cansados da roubalheira descarada e das promessas não cumpridas, como aquelas feitas há quatro anos para justificar os altos investimentos na realização de uma Copa do Mundo, num país agonizante. Isso acaba com qualquer paixão!!!

Em 2007, Lula ao lado de Orlando Silva, seu Secretário de Esportes, afirmava que não haveria um centavo de dinheiro do Governo Federal nas Arenas e que o legado urbanístico e de infraestrutura seria uma realidade, geraria empregos, traria melhorias importantes às cidades-sede e riquezas para o país. Tolo aquele que acreditou!!!

O que se viu foi o despejo de generosas porções de dinheiro público em Estádios, em obras até hoje inacabadas e em outras que sequer chegaram a sair do papel.

Nessa mesma época, Ronaldo Nazário, vulgo Fenômeno, ex-camisa 9 da Seleção, quando questionado se o povo não preferiria hospitais e segurança ao invés de Estádios, respondeu: "Acho que se gasta com tudo. Está sendo gasto muito dinheiro em saúde, em segurança, mas vamos receber a Copa. Sem Estádio não se faz Copa, amigo. Não se faz Copa do Mundo com hospital. Tem que fazer Estádio".

Pois é... passados quatro anos... dos doze superfaturados Estádios aos quais o Ronaldo se refere, construídos pelas "empreiteiras amigas" do Lula, quatro hoje estão às moscas e abandonados: Arena Amazônia, em Manaus; Arena das Dunas, em Natal; Arena Pantanal, em Cuiabá; Mané Garrincha, em Brasília... Elefantes brancos erguidos a preço de ouro em detrimento de hospitais e escolas.

É a realidade nua e crua dando a sua resposta.

Não é preciso ser um especialista ou participar de mesas redondas sobre o assunto para saber porque a quatro Mundiais o Brasil tem colecionado sucessivas derrotas em campo. As razões pouco diferem das que resultam no fiasco e agruras políticas e econômicas do país. Trata-se do oportunismo. Malandragem. Corrupção. Vale-tudo.

Ronaldo, por exemplo, continua traçando os rumos da seleção no gramado. Em 2018 voltou a campo substituindo a 9ine pela Octogon Brazil, agência de marketing esportivo, que cuida da gestão de imagem, negociação com patrocinadores e contratos dos principais atletas do país e de jogadores como Neymar e Gabriel Jesus.

O futebol brasileiro está no purgatório por conta dessas empresas de marketing como a Octognon, cartolagem, patrocinadores e uma emissora de TV. São eles que determinam aqueles que devem ser indicados e escalados para a Seleção, do técnico, jogadores à Comissão Técnica, até as mães de quais atletas irão participar de um programa de TV nas tardes de sábado, no período que antecede a Copa.

Para demonstrar o acerto da escalação, tentam convencer aos torcedores de que o jogador que patrocinam e tropeça nas pernas em campo, é melhor que aquele que está no banco; ou, tentam explicar as derrotas com um “jogamos melhor, mas a sorte não estava do nosso lado”. É a descaracterização do futebol, onde imagem, patrocínio e publicidade, contam mais que treino, foco, técnica e competência.

Vangloriam-se do pentacampeonato e não conseguem ver que as cinco estrelas foram conquistadas em outra época e por outros jogadores como Pelé, Zico, Romário, Kaká, quando o talento, habilidade e o espírito de equipe - que hoje se vê nas Seleções de outros países - eram critérios para vestir a camisa canarinho.

Os valores e a meritocracia estão em xeque. É o que anda faltando na Seleção brasileira de futebol. É o que anda faltando no país. Aliás, o esforço é grande para sufocá-los.

No período que compreendeu o Mundial foi possível ver, sentir e indignar-se com o mau uso do espetáculo para a execução de ações nada ortodoxas pelo pessoal lá de Brasília. Apostou-se no torpor diante do evento para ludibriar aos brasileiros. Esse foi o amargo legado da Copa.

Ao tempo em que Neymar se apequenava, rompendo as regras do fair play, da boa ética e lealdade aos adversários, abusando em campo do vale-tudo e do “jeitinho” para cavar faltas e pênaltis, o time dos homens de preto fazia o mesmo, mostrando estar disposto a driblar todo um país, enquanto as pessoas, “distraídas”, acompanhavam os jogos da Seleção brasileira.

Sem brincar em serviço, a Segunda Turma da Suprema Corte do país concedeu Habeas Corpus e determinou a soltura do criminoso José Dirceu, condenado em duas Instâncias e partícipe dos dois maiores escândalos de corrupção do país: o Mensalão e o Petrolão.

Na esteira do banditismo e da “terra sem leis”, apostando no poder anestésico do futebol, o desembargador do Tribunal Regional Federal-4, Rogério Favreto, durante o seu plantão, numa articulação odienta com três deputados petistas, concedeu Habeas Corpus e a liberdade imediata ao maior ladrão do mundo contemporâneo, o Lula, transformando um domingo de descanso numa guerra de liminares.

O intento só não foi alcançado porque, ao contrário do entorpecimento esperado, as pessoas e a imprensa estavam atentas e com os olhos voltados para o Brasil, não para a Rússia. As redes sociais ferveram mostrando toda a indignação da população diante da torpe tentativa em premiar a impunidade e golpear a Justiça.

A situação escabrosa colocou em xeque o Poder Judiciário do país, desmoralizou os integrantes do TRF-4 e atacou a brilhante decisão dos três Desembargadores desse mesmo Tribunal, que condenou o réu Luís Inácio da Silva em Segunda Instância.

Pouco se importando com isso e embalado pela diversão em libertar bandidos, com a Seleção brasileira já eliminada nas quartas de final, o Ministro do Supremo Tribunal, Marco Aurélio de Melo, também resolveu deixar o seu legado para que nunca mais nos esqueçamos desta Copa. Concedeu Habeas Corpus e a liberdade ao presidiário Leomar Oliveira Barbosa, bandido de alta periculosidade conhecido internacionalmente, ex-braço direito do traficante Fernandinho Beira-Mar, condenado em Segundo Grau de Jurisdição e que responde a outros Processos-Crime. Tudo porque ao igual que Neymar, Marco Aurélio quer impor suas próprias regras à Suprema Corte, tratando a soltura de criminosos como se fosse um jogo de futebol, driblando o que o Plenário já decidiu e mandando a prisão por condenação em Segunda Instância pra escanteio.

Não adianta dizer que fez ressalvas ou que os agentes penitenciários são os responsáveis por mais esse absurdo jurídico. O erro começou com a decisão de Marco Aurélio e toda responsabilidade pela soltura desse criminoso, cabe a ele.

O problema quando se trata dos homens de preto, é que em campo o árbitro de uma partida pode punir o Neymar com cartão amarelo, vermelho e até a expulsão por suas faltas e chicanas, no entanto, em razão da estabilidade e inamovibilidade que a lei concede aos togados, infelizmente, isso não é possível. Hoje, o maior adversário do país e dos brasileiros é o Supremo Tribunal Federal.

Aliás, estamos sendo derrotados diariamente pelos três Poderes da República.

O Poder Executivo não existe mais. Michel Temer encontra-se enfraquecido, engessado e desacreditado em meio a escândalos e chantagens políticas. Sequer conseguiu levar adiante as Reformas e Ajustes Fiscais que eram necessários para fazer o país avançar e sair da crise, e que seriam o maior legado de seu mandato tampão para o futuro.

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, o Poder Legislativo, fazem a gente torcer pra entrarem logo em recesso, pois, as duas Casas votando matérias, são um risco maior para o Brasil que a Alemanha no histórico 7x1.

Graças à última votação do Congresso Nacional, o próximo Presidente – seja ele quem for – receberá um país falido.

Pensando em se reelegerem e não no país ou nos brasileiros, em sessão conjunta, Câmara e Senado, antes das férias julinas, de forma irresponsável, resolveram chutar a bola pra longe ao votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019, abrindo o cofre, reduzindo o corte das despesas e criando gastos que o Governo não terá como pagar.

Sem a menor previsão ou esquema tático, preocupados apenas em jogar pra galera, constituída de funcionários públicos e outros setores relevantes para suas campanhas eleitorais, esvaziaram ainda mais a bola e aprofundaram o buraco das contas públicas para o ano que vem, algo ao redor de R$ 72 bilhões. Não se importaram com a saúde fiscal do país, com o desemprego, com a sobrevivência da indústria e da Economia, com os pesados déficits que pressionam cada vez mais a dívida interna... Apesar de saberem que a conta vai chegar... Ela sempre chega...

O pentacampeonato não garante o hexa. Mas o voto correto nas urnas garante as mudanças. Cabe a cada um decidir qual o legado que quer para este combalido país, no tempo da prorrogação que ainda lhe resta.





Não é a política que faz o candidato virar ladrão.
É o seu voto que faz o ladrão virar político.


Shadow/Mariasun Montañés



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segunda-feira, 16 de julho de 2018




O LEGADO DA COPA 2018 AO MUNDO – PARTE I



DOBRO POZHALOVAT, MIR! (BEM-VINDO, MUNDO!)

Quatro anos após o Brasil haver sediado o maior evento esportivo do Planeta, coube à Rússia fazer as honras como anfitriã.

País dos czares, os russos impressionaram a todos com sua esmerada organização, estrutura dos Estádios, beleza de seus subterrâneos, cultura histórica, grandiosidade de seus palácios e alegria, rompendo barreiras e esteriótipos perante o Mundo.

Sochi, São Petesburgo, passando por Kazan ao majestoso Estádio de Lujniki em Moscou, onde foi realizada a grande final, foram cidades de tirar o fôlego, tendo como marco central a Praça Vermelha.

Ontem, as cores: vermelha branca e azul, da Croácia e França, entraram em campo para fazer o espetáculo e alcançar a consagração.

Vinte anos após a primeira conquista, le bleu, blanc, rouge, chegou ao bicampeonato. 

A campanha da França, consistente durante todo o torneio, foi brindada com a vitória em solo russo, façanha jamais alcançada pelas tropas de Napoleão.

O craque da competição, no entanto, foi Luka Modric, da Seleção croata. O melhor jogador da Copa, o camisa 10, vencedor não apenas dentro do campo, mas fora dele também. Um sobrevivente da guerra separatista Iugoslávia x Croácia. Na infância, viu parentes, como o avô, serem fuzilados, tendo fugido com sua família da terra natal. Aos seis anos de idade, começou a treinar futebol em um modesto hotel para refugiados e nunca mais parou. Com seu esforço, inteligência e garra, conquistou - por mérito - a Bola de Ouro.

A França pode ter ganhado a Copa do Mundo, mas... a Croácia ganhou o coração de muitos e a sua Presidente, Kolinda Grabar Kitarovic, ganhou a admiração do Mundo.

Ela assistiu a todos os jogos da seleção de seu país, não na Tribuna de Honra reservada às autoridades,
mas da arquibancada ao lado da torcida, do “seu povo”, onde muito vibrou. E se destacou dentre os demais líderes engravatados ao vestir de forma despojada o uniforme da seleção de seu país: calça branca e camisa xadrez, vermelha e branca.


Na entrega de medalhas, apesar da forte chuva que caía durante a cerimônia, encharcada e com um sorriso aberto ali permaneceu para saudar e abraçar aos atletas, croatas e franceses. Não é por acaso tenha sido considerada, merecidamente, a personalidade da final da Copa do Mundo da Rússia.

Cumpre destacar ainda que para participar do evento, licenciou-se do cargo para não receber salário por esse período; pagou do próprio bolso a passagem em vôo de carreira, o hotel, ingressos e demais despesas. É de causar admiração e inveja aos brasileiros!!!

Dilma Roussef, a incompetente que sofreu o impeachment por crimes de responsabilidade, continua cercada de mordomias e regalias, sendo recordista em viagens para, juntamente com seus asseclas, hospedar-se em hotéis luxuosos, frequentar restaurantes requintados, desonrar e falar mal do Brasil mundo afora, tudo pago com dinheiro público, dinheiro do povo.

Apesar da bela campanha dos croatas e da carismática Kolinda, a imprensa esquerdopata, não deixou de tentar desmerecer aquele país, surgido em 1991, após sangrentas batalhas. Sim, eles lutaram contra o socialismo opressor e desigual, que retira os direitos fundamentais e a liberdade de expressão e de pensamento do povo, subjuga as pessoas e sacrifica a sociedade. Sim, a Croácia desaprova a islamização da Europa e luta para manter vivas as suas raízes cristãs, seus valores e sua História.

A França, ao contrário, abriu demais e sem controle as suas fronteiras. O resultado?!? Ontem o que era para ser uma comemoração festiva pelo título da Seleção francesa, transformou-se numa guerra campal que descambou para o quebra-quebra, motins e saques nas ruas de Paris. Isso é consequência de um país cujo povo está perdendo a sua identidade, valores e nacionalidade. A França hoje é refém de sua política de esquerda “progressista.

Enquanto isso, a Croácia conservadora, vice-campeã, lotava as ruas e comemorava a conquista inédita  em Zagreb, sua capital, com festa, alegria, música, palmas, vuvuzelas e... ordem.

Tudo bem, e a gente com isso?!?

A gente com isso fica imaginando quem estaria na Tribuna de Honra representando o Brasil caso a Seleção brasileira tivesse chegado à final?!?

Nunca houve por aqui um líder e estadista como Kolinda, porque nossos representantes, desde as eleições diretas, nunca pensaram de fato no país ou no povo, mas nos conchavos políticos e benesses do cargo. Os últimos Presidentes da República, em suas raras aparições públicas, são hostilizados e vaiados, como Dilma Roussef sonoramente o foi na abertura da Copa de 2014.

E a maior entidade futebolística do país: a Confederação Brasileira de Futebol, CBF?!? Poderia ocupar a Tribuna de Honra representando o maior esporte nacional?!?

Vejamos: a Entidade hoje tem um ex-presidente preso nos Estados Unidos, José Maria Marin, por fraude financeira, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção; Ricardo Teixeira, ex-presidente por 23 anos, está sendo investigado por crimes de corrupção; Marco Polo del Nero, também ex-presidente da entidade, foi banido do futebol e para não ser preso, não pode deixar o país; Antonio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, vice-presidente, na recente votação para a escolha do país sede da Copa de 2026, rompeu o pacto da CBF com os dez membros da Confederação Sul-Americana de Futebol e ao invés de votar na candidatura conjunta Canadá, Estados Unidos e México, sabe-se lá porquê caminhos tortuosos e insondáveis, acabou votando no Marrocos.

Melhor que a Tribuna de Honra tenha ficado vazia e o Brasil tenha sido desclassificado nas quartas de final, antes que o vexame perante o Mundo fosse maior.




E o legado da Copa 2018 para o Brasil?!? Após a pausa para o cafezinho, falaremos desse legado na PARTE II e em continuação a esta postagem.


Shadow/Mariasun Montañés



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