quarta-feira, 1 de junho de 2011



A ESTRANHA ENERGIA DO NÚMERO 11 – PARTE 3





Naquela sala, diante da pequena mesa redonda e sentada entre as almofadas macias, Maria Rita sentia-se leve e serena enquanto saboreava o delicioso chá quente, que contrastava com a tarde fria e chuvosa lá fora. Aquela, por sinal, estava sendo uma tarde diferente e especial por conta da companhia da Isabela, o ambiente agradável e conversa amena.

- Fazia tempo que eu não tomava um chá com torradas e mel. Acho que já tinha até esquecido o sabor do mel.

- Pra mim o chá é mais que uma bebida, é um ritual prazeroso.

- Só me lembro do chá quando estou gripada, no dia-a-dia fico no cafezinho ligeiro mesmo, rsss.

- Ah, prima, já se foi o tempo em que o chá era usado pra curar uma gripe ou dor de cabeça. Se antes era tomado doce, agora dispensa o açúcar, podendo ser purificado com algumas gotas de mel ou entregue ao sabor de uma chávena a transbordar de líquido quente. Não tem coisa melhor do que chá preto para as noites de estudo e tertúlia, de limão para descansar a garganta, de cidreira para chamar o sono, ou, de menta gelado nos dias quentes de verão. Na companhia de alguém ou a sós, ele sempre terá um aroma e sabor agradável reservado para cada ocasião.

- Acho que ultimamente estou perdendo muitos dos prazeres da vida. Tudo se resume ao trabalho, palestras, pesquisas, laptop e internet!, disse com um certo desânimo.
 
- Nunca é tarde para experimentar diferentes coisas ou tentar novos recomeços. É só querer.

- Vou meditar a esse respeito, I promess.... mas, voltando ao número 11. Cada vez que penso nele o acho mais inquietante. Sabe o vôo 477 da Air France que caiu no Atlântico, perto de Fernando de Noronha? Pois bem. Estava lendo hoje de manhã na internet, que as caixas-preta revelaram que no momento em que houve a pane geral no painel de controle - piloto automático desativado, registros de velocidade alterados, início da queda - o avião estava a 38 mil pés de altura (3 + 8 = 11). Gelei quando vi isso.

O silêncio da sala só foi quebrado pela voz suave da Isabela.

- Rita, se acreditarmos que tudo no Universo obedece a uma ordem, então não seria nenhum absurdo dizer, que nada daquilo que nos rodeia é aleatório, nem mesmo os acontecimentos que nos afetam, concorda?

Ela assentiu com a cabeça.

- Veja, quando estamos com alguém trocamos carinho, experiências, idéias, sentimentos, palavras, afeto. Mas não é só isso. Trocamos também energia. Assim é que, entre as pessoas flui uma forma única de energia que vai moldando os relacionamentos, algo que nos mantém conectados uns aos outros como que por meio de fios invisíveis, formando o que seria uma espécie de teia grupal ou alma coletiva, como você preferir. Algumas dessas pessoas nascem na mesma família; outras, por sua vez, se reconhecem a partir de uma amizade tão profunda, que é como se se conhecessem de uma vida inteira.

- Isso já aconteceu comigo!

- Acontece a todo o momento. No teu blog, o CANDINHA, por exemplo. As pessoas que passam por lá e tornam a voltar uma, duas, infinitas vezes, sem no entanto nunca terem te visto, estão conectadas e ligadas a você por esses fios invisíveis. É como se fôssemos o tempo todo um rádio sintonizado numa determinada frequência.

- Uau, eu nunca tinha pensado nisso! É incrível!

- Por outro lado, há determinadas pessoas que apesar de nunca terem se conhecido ou sequer saberem da existência uma da outra, por conta desses fios invisíveis, acabam sendo atraídas para serem protagonistas e testemunhas de determinados acontecimentos. Você já deve ter ouvido falar de pessoas que sobrevivem a grandes catástrofes e acidentes porque perderam o avião que acabou caindo, desistiram na véspera de fazer uma viagem para o lugar que dias depois foi assolado e devastado pelas chuvas ou por um terremoto, faltaram ao trabalho no dia em que o edifício desabou ou ruiu, como no caso das Torres Gêmeas.

- Nossa, é isso mesmo.... É o que eu chamo de ter uma segunda chance na vida.

- A pergunta que todos se fazem é: Como essas pessoas conseguem escapar? Sorte? Premonição? Acaso? Destino? Segunda chance? Tenho cá pra mim, que elas apenas não faziam parte daquele contexto, daqueles acontecimentos, por não estarem conectadas e vibrando na mesma frequência com todas as outras. Consegue me acompanhar?

- Aacho que sim.

- Quando falamos em frequência, estamos falando em números. Certo?

- Certo.

- Em todos os acontecimentos, acidentes e catástrofes que vimos e mencionamos até aqui, é como se em determinado tempo e lugar, fios invisíveis se tocassem e vibrassem ao mesmo instante, sintonizando várias pessoas na mesma frequência, nesses casos, ao número 11.
 
- Ah Bela, agora você me pegou, vai com calma pra eu não me perder....
- Lembra que nós falamos no início da nossa conversa, que o Universo respira números e que tudo à nossa volta reage aos números?
 
- Lembro. Com isso você está querendo dizer que haveria uma força de atração no número 11, que faz com que certas pessoas acabem se encontrando em determinada hora e lugar?

- É mais ou menos isso. Veja bem, se cada palavra ou nome vibra conforme um número, por que isso não poderia acontecer com determinadas datas, como o 11/9, por exemplo?
- Ah, mas qual seria o propósito disso?

- Você assistiu LOST?

- Prima você já deveria saber que minha praia é o BBB. Aliás, o que uma coisa tem a ver com a outra? Bom, não precisa fazer essa cara, pra não dizer que não acompanhei a saga dos náufragos, vi alguns capítulos de algumas temporadas.

- E o último capítulo, você assistiu?

- Claro, fiquei curiosa pra saber qual era o mistério da ilha. Mas pra ser sincera, me decepcionei, não entendi nada! Você não está querendo desviar o assunto, né?

- Não, pelo contrário, é que nesse capítulo em especial, fala-se justamente disso. Durante as seis temporadas os personagens foram jogados em mundos paralelos, contando uma história a partir de outra história, que fazia parte de uma história maior. Tudo bem alinhavado numa trama costurada como que por meio de fios invisíveis.

- Lá vem você....

- Tem um momento emblemático nesse capítulo quando Jack encontra o pai. Entre eles há um diálogo muito interessante.

O pai começa dizendo: “Esse é um lugar que todos vocês criaram juntos, para que pudessem encontrar uns aos outros. A parte mais importante de sua vida foi o tempo que você passou unido a essas pessoas. É por isso que todos vocês estão aqui. Ninguém consegue fazê-lo sozinho, Jack. Você precisava de todos eles, e eles todos precisavam de você”. 

“Para quê?”, pergunta o Jack.

“Para se lembrarem… e seguir adiante, responde.

Mistério, fé, esperança, redenção e eternidade, esse o segredo da ilha de LOST, esses os fios invisíveis que permearam a trama, e permeiam a nossa vida, a meu ver, por meio da linguagem indecifrável dos números.

- Isso teria algo a ver com vidas passadas?

- Para quem crê na Reencarnação, esses fios invisíveis seriam como cordões umbilicais ligando as pessoas entre si em épocas distintas. É o que aconteceu em LOST, os náufragos viajaram no tempo vivendo diferentes histórias, até que ao final e na morte puderam resgatar o elo que os unia e entender o real motivo da queda do avião, para assim, na redenção, poderem seguir adiante.
 
- Nossa Bela, é como se esses fios invisíveis tivessem um DNA conduzindo através do tempo nossa história e a de outras pessoas às quais estaríamos ligadas? Seria isso?

- Entendendo-se o DNA como o fio condutor que guarda e armazena as informações que passam de geração a geração, é... podemos dizer que seriam como o DNA. Gostei da associação!

- De vez em quando brilha uma luz ou será efeito do 11?, rsss.

- Ou da Era de Aquário?

- Foi bom você falar nisso, eu sempre ouvi dizer que a Era de Aquário levaria à fraternidade, a um entendimento extraordinário entre as pessoas, a uma nova forma de organização, a uma descoberta sem precedentes do poder da mente.... E o que se vê, é justamente o contrário, uma força de destruição causada, inclusive, por fenômenos naturais jamais vista.

- Você não está errada. O potencial da Era de Aquário é a de que possamos viver como uma só raça, considerando que até aqui nos aniquilamos mutuamente e destruímos o planêta. Podendo surgir dessa unidade avanços, descobertas e conquistas inimagináveis para a humanidade. Ocorre que tudo obedece a um processo de aprendizado, estamos apenas no início da nova era; tudo irá depender da nossa evolução, capacidade e merecimento; vários serão os estágios a serem vencidos, da fase de depuração (o atual) até a da superação da cegueira, incompreensão, materialismo e egocentrismo.

- Não vejo como?

- Basta que cada um de nós passe a olhar mais para o coletivo, cada pessoa vibrando em harmonia com a outra, entendendo que a vida transcende à nossa casa e às pessoas próximas. Aquário quer dizer que todos somos um só povo e responsáveis pelo planêta em que vivemos. Essa a única maneira de encontrar a sintonia perfeita com o 11 e de entrar em uma nova Era.
 
- A escolha é nossa então?

- É.

Já na porta enquanto Maria Rita se preparava para sair, Isabela lhe disse:

- Rita, antes que você vá... não esqueça de que estamos ligados uns aos outros por fios invisíveis, por vezes, eles conectam duas pessoas que passam a vibrar na frequência do amor. Quando a sintonia é afetada, o outro tende a se afastar. Você e o Kaká fazem parte da mesma equação, não permita que os fios se rompam.

Ao final se despediram com um terno e afetuoso abraço.

Ainda sob o efeito da visita de Maria Rita, Isabela postou no NAMASTÊ o vídeo abaixo, e acrescentou: PARA QUE VOCÊ POSSA ENTRAR EM SINTONIA E HARMONIA COM A SUA CASA...





Quando a Lua estiver na Sétima Casa
E Júpiter alinhado com Marte
Então a Paz guiará os planêtas
E o Amor comandará as estrêlas

Este é o amanhecer da Era de Aquário...

(AQUARIUS - HAIR)


Shadow/Mariasun





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A obra A ESTRANHA ENERGIA DO NÚMERO 11 - PARTE 3 de MARIASUN MONTAÑÉS foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

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