quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011





BBB11, MARIA RITA E KAKÁ, MAIS UMA VEZ....





Um mes de BBB11. Ufa! Maria Rita não sabe como aguentou até aqui!

Pra dizer a verdade, ela não está se reconhecendo. Se tem festa lá no BBB, não tem paciência pra ficar vendo e ouvindo as babaquices daquele povo, gente lambuzada e se lambuzando de doce de leite, bebendo até cair, chegando ao coma alcóolico, fazendo lembrar as cidades e habitantes de Sodoma e Gomorra; as reprises de The Good Wife e Haway 5-0 tem sido melhor que o pay per view, seus ouvidos não tem suportado mais os altos níveis de decibéis do vuvuzela humano - gago ainda por cima - que vaza em todas as câmeras; dia de prova do líder e de eliminação, não tem mais aquele clima de empolgação, pois tanto faz quem fica ou vaza. O melhor a fazer é ir dormir mesmo. E quem diz que ela consegue? Olha pro lado e cadê o Kaká? Que falta ele lhe faz!

Bom, o Kaká, assim que começou o BBB11 e pra não ter que disputar as atenções com uma reedição de outro Dourado e assim preservar a sua relação com a Rita, resolveu viajar pra Praia do Espelho, perto de Porto Seguro. Lá ao menos, poderia trabalhar na conclusão de seu livro sobre AS BELEZAS NATURAIS DO BRASIL.

Quem conhece Maria Rita custa a acreditar no seu desânimo recente, ela que sempre foi tiete e fã ardorosa do BBB. Até seu blog, o CANDINHA DE CORPO E ALMA, anda meio devagar. Seus posts são espaçados, sucintos, ninguém para torcer ou vibrar.

Aliás, esse o problema do atual BBB11, falta paixão, emoção entre os participantes. Individualmente, alguns ali até que são interessantes como a CSI Natália, o engenheiro mecânico Cristiano, a controversa Diana, a estrategista Talula, a pretty woman Maria, mas... em grupo eles não funcionam, não há liga, não há proximidade e arrebatamento, e sem isso, não há enredo ou uma história para contar.

CANDINHA, na falta de material sobre este BBB, já fez posts póstumos em homenagem ao Dr. Gê, Alberto Caubói, Alemão-Íris- Fani, Max e Fran, Ana e Naná, Grazi-Jean-Pink, Mamma e Sol, Priscila, Dourado.... Finalizou com a seguinte pergunta: Onde estão os craques desta edição? Aqueles que batem um bolão chegando a encantar o público com seu carisma, mostrando suas habilidades para serem amados ou odiados aqui fora, fazendo pose para as câmeras fingindo que é sem querer, desempenhando perante o grupo o papel de líderes ou aliados, mostrando-se preparados para ocupar seu lugar na casa? 

Enquanto Maria Rita está à procura dessas respostas, Kaká já está instalado no bangalô que alugou para os próximos meses.

Nada de internet, celular ou BBB. Apenas o mar, a areia, os recifes, o sol e a câmera fotográfica. 



Cada um dentro do BBB não se pertence. Faz coisas que em condições normais de temperatura e pressão não faria. Se despe na frente das câmeras, abraça corpos suados, aperta mãos sujas, lambe a boca de todos, come até se fartar, distancia-se do seu “eu”e auto-controle, protagoniza cenas boçais ao lado de seus afetos e desafetos, homem beija e afaga outro homem, canta e destrata as mulheres sem censura ou respeito, briga-ofende-xinga sem culpa, louva a amizade que não existe ou sente, muda o visual pra aparecer, se faz de santo-traído-injustiçado-vítima pra ganhar o público, fofoca e ataca a imagem do adversário, tem palpitações em dia de votação, stress, olheiras, vicia-se em fusion drink e vodka, tem medo de atender o big fone, não dá um boa-noite sem a avaliação do Boninho.

Isso é jogo de convivência???... Esse o atual dilema de Maria Rita , além -é claro- da curiosidade natural em saber o que o Kaká andará fazendo?
 
Ontem, Kaká foi a Porto Seguro, pegou uma traineira e foi até o recife de coral para fazer mergulho de superfície. Sentiu-se um elemento da natureza à medida que nadava com os cardumes de peixe em alto mar, no verde mar, acompanhando-os circundar os corais ou vendo-os se alimentarem deles, num balé único e exclusivo coreografado só para ele. Ah, Maria Rita não vai acreditar!, pensava.

O que ela não acreditava é o que o Boninho havia feito com o BBB11. 

Ele, o xamã, o feiticeiro, aquele que lê nas entrelinhas das imagens e pesquisas de audiência; articula as jogadas, distribui o script, faz as edições dando destaque aos seus preferidos, esquecendo ou detonando seus desafetos; aquele que como uma babá, decide o que o nenê BBB deve fazer, como se comportar nas festas ou na frente das câmeras; cria conflitos, pesca personagens nos álbuns de família, vídeos e passado dos participantes; aniquila o superego e libera o id de cada um nas festas ou noitadas mundanas regadas a muita bebida; heroifica ou condena. Nesse contexto, o todo-poderoso só não pode fazer uma coisa: quebrar as regras do confinamento. O que -com torpeza- ele fez nesta edição, justamente quando a tensão começava a surgir no jogo entre os dois lados da casa, tornando-se o sabotador de si mesmo e do reality. A introdução e intromissão de dois novos participantes com script pronto, e, depois o retorno de quem já havia sido eliminado pelo público, foi fatal. Desequilibrou. O BBB perdeu suas características, virou jogo de VALE TUDO.

Esse BBB que está aí prima pelo machismo, lesbianismo, homossexualismo e libertinagem. O que se vê são os homens bolinando as mulheres sem o menor respeito, trato, cuidado, delicadeza, como se fossem "Marias da vida". O Diogo, a vuvuzela estriônica, é o pior de todos. Xinga, rebaixa, ofende as participantes aos gritos e não lhes dá -sequer- o direito de resposta, porque para ele, elas são um nada. O Maurício jamais poderia ter voltado à casa, ou qualquer um dos outros eliminados, ainda mais depois de ter ficado exposto num Shopping Center em uma casa de vidro, recebendo dos visitantes todo tipo de informação sobre os confinados, preferências, jogadas, parcerias, traições,... Voltou numa posição privilegiada e com o nariz empinado. Entojo! Não quer saber da Maria, seu ex affair, não por zelo ou ciúme como quer fazer ver ao público, mas por puro preconceito, por terem lhe contado durante a estadia na casa de vidro, que ela foi garota de programa. E pensar, que ele só voltou ao jogo para disputar o prêmio, em razão dessa mesma Maria que ele severamente julga, condenando-a ao desprezo!! 

É nesses momentos que Maria Rita sente falta do Kaká, da maneira carinhosa com que a toca e acaricia, do olhar terno, do cuidado ao lhe falar o que pensa para não magoá-la. Como é que esses homens com h minúsculo do BBB podem tratar as mulheres -em rede nacional- de forma tão deplorável? Qual a educação que tiveram, quais os valores que assimilaram?

A dupla DaLu que ganhou destaque graças às edições, então, é o revival de tudo que já se viu em matéria de esteriótipos do universo gay. Daniel e Lucival são aqueles que estendem a mão e por trás se satisfazem fofocando, sopram feridas e depois criticam até atingirem o orgasmo, costuram acordos e mais tarde roem a corda, sentam-se ao lado de quem não querem sorrindo, vestem o personagem de bonzinhos e pacificadores mas no fundo querem mais é ver o circo pegar fogo. Eles se bastam, e Maria Rita pensa que tudo isso já basta. Cansou!

Hoje Kaká passou a manhã na Praia do Espelho. Foi até o ponto de desova das tartarugas marinhas. Nada ao redor, somente o mar e ondas suaves molhando seus pés. Entrou nas cálidas águas e não sabe por quanto tempo permaneceu nadando ali. Para que quantificar o tempo? Ah, como gostaria que a sua Rita estivesse ali!

A pedidos de seus comentaristas, Maria Rita resolveu escrever sobre as mulheres do BBB. Mas, o que falar sobre elas?

Elas vão se alinhavando em retalhos puídos. É o caso de Maria com Maurício, vai aonde o macho está, se esfrega e humilha, passando por cima -até- de seu amor próprio. Diana tenta preservar-se, mas, nas festas se desnuda, abusa dos jogos sensuais e eróticos com homens e mulheres, tratando-os como objetos de prazer, sem freios, limites, envolvimento ou sentimento. Apenas para o auto-prazer, aliás, esse parece ser o seu jogo. Paula está longe de ser uma playmate, caso tivesse um jeito descolado e desencanado com a balança, talvez pudesse ter sido um destaque, porém, não tardou a se mostrar uma pessoa complexada, invejosa em relação às outras, senhora de uma forte baixa auto-estima, e comendo -então- parece uma draga, nem respira, reforçando ainda mais o estigma que ronda todo gordinho. Natália e Talula, fazem o jogo delas, muito semelhante por sinal, dão cotoveladas, golpes baixos nos adversários, são as caciques do lado A e B do BBB, mas falta a ambas o glitter para brilhar, a doçura, a paixão, a empatia, o carisma dos campeões. Ninguém a destacar, ninguém a torcer.

Maria Rita, recebeu por email umas fotos feitas pelo Kaká. Ele sim, tem o carisma dos campeões!, confessava a si mesma enquanto abria as imagens, uma a uma. Pela primeira vez arrepende-se de não ter viajado com ele. Nunca é tarde, pensava com ar contemplativo. E o BBB, perguntarão alguns? Bom, não fará a menor falta, nem a menor diferença em sua vida.

Pelo visto, o BBBvício de Maria Rita já não é mais o mesmo.

Tomada pela saudade, paixão e afeto que move as pessoas, postou o seguinte vídeo ao final da tarde, enquanto um chuva de verão caia lá fora...






E em baixo, acrescentou: Para você que consegue captar a vida em imagens ! 



Shadow/Mariasun


Licença Creative CommonsA obra BBB11, MARIA RITA E KAKÁ, MAIS UMA VEZ de MARIASUN MONTAÑÉS foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.




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