segunda-feira, 14 de setembro de 2009



ATCHATCHATCHA !!!




A saga de Maya, Bahuan e Raj chegou ao fim e, uma vez que, quando se trata de novela todo mundo gosta de palpitar, não vou ficar de fora.

Confesso que não sou uma noveleira fiel, aquela que sintoniza a tv diariamente na mesma bat hora e no mesmo bat canal para acompanhar o desenrolar da trama por meses a fio. Não que isso tenha a ver com alguma postura política ou ideológica, apenas um jeito pessoal de não comprometer as noites com a mesma programação por vários meses, sou irriquieta por temperamento.

Aliás, acho engraçado esse povo que se acha politicamente correto, enche o peito para dizer que novela é o ópio do povo, nada acrescenta, aliena, deseduca e por outro lado está sempre comentando a novela da vez. Já repararam como essas pessoas estão sempre bem informadas de tudo que acontece, e quando questionadas, desconversam dizendo que foi a empregada quem comentou, ou, que estavam passando casualmente pela sala quando determinada cena estava passando?
Are baba, a quem querem enganar?

Por que será que tem gente que só vive para criticar, apontar erros e melar a diversão dos outros? Quer saber? Por quê não se atiram no poço de uma vez!

Por Lord Ganisha, quem conseguiu ficar indiferente a Caminho das Índias? Me diga, quem? Não foi preciso acompanhar capítulo a capítulo, ela estava ali na boca de todos, no bar da esquina, no escritório, na revista, no Caderno de TV do jornal de domingo. Dava pra folhear esse Caderno sem dar uma espiadinha no resumo da novela da semana? Não né!

Aliás que primor foi essa novela! Glória Perez não escreveu uma novela, mas um épico. Que coisa maravilhosa a cidade cenográfica da Globo! Rita, a minha diarista, chegou a comentar que a gente reclama da poluição do ar causada pelos carros, dos congestionamentos, engarrafamentos, má conservação das avenidas de São Paulo, mas como é que alguém pode andar naquela bagunça das ruas da Índia, onde tá tudo misturado, carros, ônibus, gente a pé, bicicletas, tucktucks, elefantes, vacas, macacos entrando e saindo das tendas que vendem frutas ao lado de lojas de tecidos e perfumes refinados. Tchalô! Vai explicar pra Rita que tudo isso foi montado no Projac!

Como os politicamente corretos de plantão, com papo intelecutalóide, podem dizer que uma produção dessas não seja séria ou que nada agregue?
 
Narrin, as lamparinas do meu juízo não conseguem alcançar tal raciocínio. 

Falando nisso, estou lembrando da sutileza com que Glória Perez foi nos introduzindo na cultura hindu, seus deuses, sua música, sua dança, seus valores, suas crenças, seus tabus, traçando um feliz e complexo contraponto com o universo ocidental, por meio de situações e personagens surgidos no Rio de Janeiro e na Lapa. Isso fez com que o público se projetasse na história, como num jogo de espelhos, a partir das diferenças culturais e de temas tão brilhantemente abordados, como a juventude transviada do Zeca e a esquizofrenia do Tarso. Ambos entraram em nossa família, em nossa casa por meio da telinha, sem pedir licença ou tocar a campainha, trazendo a sua problemática e a sua doença.

 
Quantas discussões não surgiram até a semana passada a respeito da delinquência do Zeca e de sua possível e merecida punição. E aos pais complacentes, co-partícipes e co-responsáveis pela conduta torta do filho, qual a punição mais adequada? Eles tem ou não a cara de muitas famílias de classe média, que vivem apenas e tão somente para se dar bem e satisfazer as suas vontades, sem freios, sem limites, sem noção? A punição ao Zeca não agradou? Ora, mas é aí que está a grande sacada da autora. Quando Lucinha (mãe do Cazuza), da Sociedade Viva Cazuza, diz que ele (Zeca) não tem culpa, e sim a permissividade e o comportamento tôrpe dos pais, que saíram impunes, joga no colo de todos nós a discussão sobre esse grave problema social, chamando à responsabilidade os pais pela educação dos filhos. Acho que nesse momento uma pergunta foi lançada ao vento: O que você está criando em sua casa: um monstro ou um cidadão responsável?


Da mesma forma, quantas discussões não surgiram a respeito da esquizofrenia, da bipolaridade, da doença mental? Você reparou que ela abordou o assunto na família pobre e na rica? Com que sutileza foi revelando a personalidade das duas mães! A mãe pobre que ama o seu filho e tudo faz para protegê-lo, ampará-lo, compreendê-lo, tratar a doença, empenhando-se com a sua simplicidade para que ele se sinta inteiro e feliz. A mãe rica que também ama o filho, mas em sua vaidade, não aceita a doença ao ver frustrados os planos feitos para o menino de olhos azuis, sente vergonha de que a deficiência do filho seja exposta aos outros, preferindo que ele permaneça trancado no quarto, sufocado por seus fantasmas, agravando com isso o transtorno diante da solidão e da incompreensão. As falas do Dr. Castanho foram como o alter ego do telespectador, explicando a todos nós que loucura não é contagiosa, que louco não morde, que os doentes possuem dons que devem ser estimulados, que são pessoas inteiras que sentem e percebem o mundo ao redor, que com o tratamento e medicação adequados podem ter uma vida bem próxima à normalidade, e que o amor na medida certa é o remédio para muitos males da alma.


Não bastasse isso, ainda abordou a psicopatia, pessoas aparentemente normais, que podem estar em qualquer lugar como uma sombra, causando dor, desagregação, sofrimento e manipulando situações sem qualquer sentimento de culpa, pois são incapazes de se apiedarem, de serem solidárias e de amar. Baguan kelie, e ainda os loucos e perigosos são os outros!?! Já sei, você odiou tanto quanto eu ver a Yvone livre, leve e solta, rindo da cara de todos nós, pronta pra atacar o próximo otário!! Nesse momento, teve o desejo incontido de pular pra dentro da telinha e atirá-la no Ganges. Are baba, tudo menos essa psicopata a solta! Acertei? Mas, vamos e venhamos não vai de encontro ao que vemos diariamente no noticiário do Jornal Nacional?

Pois é. É por isso que me dou ao luxo de comentar Caminho das Índias com gosto. Esse papo de que pessoas inteligentes e cultas não assistem novela, não é comigo. Quer dizer que quem assiste é alienado ou inculto? Será que não é possível compreender uma novela numa perspectiva crítica?
 

 
E a temática envolvendo a mulher no decorrer de toda a novela? Atchá! O retrato da mulher indiana, a discriminação começando no nascimento, sendo criada para o casamento, procriação de filhos homens e para servir ao seu homem. Como entender isso em pleno século XXI? Talvez tenha sido Opash quem melhor situou a dificuldade de transformação, ao dizer que é difícil arrancar convicções, ou, o Magistrado ao dizer à pequenina noiva que apesar da lei, não se consegue vencer os costumes. Porém, Glória Perez não se rendeu e apontou o caminho dentro do seu Caminho, as mudanças começam a partir das próprias mulheres, na sua luta pelo direito de trabalhar, estudar, de escolher o parceiro e de serem votadas em um pleito eleitoral. É preciso lembrar que faz apenas 77 anos que a mulher brasileira conquistou o direito ao voto, e essa mesma mulher foi mostrada nos dias de hoje emancipada, vivendo plenamente a sua sexualidade e exuberância, como no caso da Bia e da Norminha, contrapondo-se à mulher que sonha com uma Second Life, Jesus me Abana!, ou ao estilo da jovem e apaixonada Tônia, que é capaz de grandes renúncias por um amor.

 
A síntese de todas essas mulheres foi Maya em sua paixão avassaladora e transgressora por Bahuan, no enfrentamento dos tabus e da discriminação, na busca de realizar-se no trabalho, no amor e na sua condição de mulher, no amadurecimento e descobertas diante de seus segredos e dores, no florescer do amor verdadeiro e de sua sensualidade por e para Raj, na força da maternidade e na grandeza do desprendimento para proteger o seu pequenino Krishna.

Há quem ache tudo isso balela, e que nada acrescentou. Arebaguandi! Esta firanghi estrangeira entende que isso nada mais é do que pisotear a Flor de Lótus, que essa novela foi cultivando ao longo dos meses. A trama foi sem dúvida, a melhor dos últimos tempos, de uma qualidade inquestionável, que se consagra com o sucesso espetacular que obteve em todo o Brasil, as últimas semanas levaram o telespectador literalmente ao nirvana.

Expressões como
baldi, dadi, are baba, tchai, tik, tchalô, atchá estão na boca de todos. A calça envelope indiana, saias, vestidos, batas, túnicas, colares e pulseiras, moda roupa e acessórios de Caminho das Índias estão colorindo as vitrines populares do Brás e dos luxuosos Shoppings dos Jardins.


Tik ré, Carlos Drummond estava certo ao comparar esses folhetins com uma "Usina de Sonhos". Este foi um sonho construído com atores e atrizes de primeira grandeza, desde o elenco mirim, à presença e o silêncio sempre marcante e contundente de Laksmi, mais próxima a uma sólida coluna do templo, e, às palavras de dor e lágrimas de Opash na despedida ao filho que julgava morto, que a tantos emocionou. Sonho construído em meio à superação de Glória Perez e Mara Manzan, que apesar do câncer e da quimioterapia souberam lutar - na vida real - por sua obra e personagem com garra e maestria, tal qual as densas mulheres da ficção.

Shukriá, Glória por ter nos presenteado com o seu talento e sobriedade durante estes meses.

O Conto das Mil e Uma Noites acabou e ele talvez pudesse ser resumido em um dos últimos insights de Opash: "A vida não dá certeza para ninguém".


E você acompanhou Caminho das Índias? O que achou? Gostou do desfecho da novela?


Uma
auspiciosa semana a todos !!
Namasté ! ( O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você!)



CANTINHO DAS ÍNDIAS:


Atchá: Que bom!
Atchatchatcha
: expressa muita satisfação
Are baba: Ô, Deus!
Arebaguandi: Ô meu Deus!Auspicioso: promissor
Baguan kelie
: Por Deus!
Baldi: pai
Dadi
: avó por parte de pai
Firanghi: estrangeira

Namasté: O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você.
Narrin: Não!
Mamadi: mãe

Tchai: bebida indiana feita a base de leite, chá preto e gengibre
Tchalô
: Vamos!
Tik ré: Sim.
Shukriá
: Muito Obrigado!


Shadow/Mariasun






Conheça a Sociedade Viva Cazuza, acessando o site: http://www.vivacazuza.org.br

A entidade apoia crianças e adolescentes com Aids e se mantém a partir de direitos autorais do Cazuza, doações, eventos beneficentes.
Doações em dinheiro podem ser feitas para Sociedade Cazuza: Banco BRADESCO, agência 0887-7, c/c 26901-8.


Creative Commons LicenseATCHATCHATCHA !!! by MARIASUN MONTAÑÉS is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.



 

91 comentários:

Nadine disse...

Nossa, que linda tua crítica sobre a novela!! Li algumas por aí feitas por jornalistas e confesso que não vi nenhuma tão bem acabada e alinhavada. Você pegou os pontos principais e costurou de maneira inteligente e analítica. Parabéns querida.
Se gostei da novela? Muito. Gosto da Glória Perez e da forma como ela foca a mulher em suas obras, lembra do Clone e de América?
Agora as cenas de vandalismo, de violência do Zeca me pegaram de jeito, não conseguia me imaginar convivendo com um adolescente daquele. Algumas vezes me coloquei no lugar da professora, já pensou tentar ensinar alguma coisa a um búfalo daqueles? Acho que eu o colocaria todos os dias pra fora da sala de aula. E pensar que em muitas escolas o que foi mostrado acontece, não é ficção. Esperava uma punição maior para ele e os pais, no fim a punida foi a Duda, que não tinha nada com a história, mas é como vc diz, na realidade as coisas são desse jeito, infelizmente.
Vc tem toda razão quando fala do elenco, não poderia ter sido melhor escolhido, e confesso que a Juliana Paes e o Rodrigo Lombardi me surpreenderam com suas interpretações. Bjs, namaste.

Carol disse...

Shadow, mais uma vez vc arrasou. Crítica perfeita. O que mais me fascinou foi o tratamento dado à mulher durante a novela, tanto no núcleo indiano quanto no carioca. E vc tem razão, a Maya foi a síntese de todas essas mulheres. Namaste

RENATA PAN disse...

Amiga, chego aqui depois de procurar a felicidade no fim de semana e encontro esse texto inspirador. Acho que já deu pra perceber que eu me amarrei foi mesmo naquele deus indiano do Raj, are baba. Aliás excelente sacada essa a sua de intercalar termos hindus nas frases, olha que a Glória vai exigir direitos autorais!
O que mais eu posso acrescentar, frequentemente vc me faz perder a fala, por que hj seria diferente?
Amei essa novela, não sei o que se passou na cabeça da Glória pra traçar esse paralelo entre a modernidade ocidental e as tradições hindus. Vc já parou pra pensar no trabalho de pesquisa e de criatividade que isso envolveu? Pois não é que conseguiu fazer isso brilhantemente como vc mesma diz? Virei fã de carteirinha dela.
Namaste, ah, na hora do almoço devo passar por aqui, vê se aparece pra gente conversar mais.
Olha pensando bem, tenho uma crítica pra fazer do teu texto, não me leve a mal, mas acho que vc deveria ter colocado várias fotos em close daquele deus indiano do Raj. Se tivesse isso seria perfeito. Isso tb é felicidade sabia?

RENATA PAN disse...

Em tempo, admiro muito Lucinha a mãe do Cazuza, indo acessar o site antes de enfrentar a pilha de papéis que está rosnando pra mim, bjs

Vani disse...

Chegando agora. Querida que lindo texto, já falei o quanto te admiro? Vc falou tudo, não deixou nada pra gente comentar.
Amei essa novela, acabei assistindo ao último capítulo na sexta e no sábado, realmente foram muito interessantes as colocações de Opash e do Magistrado ao ressaltar a força dos costumes, e ao mesmo tempo, a esperança de um futuro diferente através da menininha que se rebela contra o casamento arranjado. No dia-a-dia a gente tb resiste às mudanças, porque é mais cômodo e seguro manter as coisas como estão, só que quem não arrisca, nunca se sai do lugar, não é mesmo?
Quem mais me emocionou nos capítulos que assisti, foi o Tarso e o seu desamparo na doença, o preconceito que ainda há por aqueles que vivem das aparências, talvez as famílias pobres lidem melhor com isso, mas esbarram na dificuldade de dar um tratamento adequado ao filho, pela distância e custo que isso tem, quando até uma passagem de ônibus pode pesar no orçamento da casa. Triste isso não?
Concordo com vc quando diz que os atores foram muito bem escolhidos. E a Nadine tem razão, a Maya e o Raj surpreenderam, não pensei que fossem arrasar desse jeito. Namaste.

Renata disse...

Tenho que trabalhar, mas não consigo desgrudar os olhos do teu texto. Manda lá pra Globo, acho que a Glória Perez iria gostar.
Ela mexeu com a gente não? Se tem atores que se revelaram, e concordo com isso, a Glória se firmou como uma grande escritora, hoje pode tranquilamente ser colocada no mesmo patamar de Dias Gomes, Janete Clair.
A Pan falou do trabalho de pesquisa, canso só de imaginar o trabalho que isso não deu. E os figurinos, o que era aquilo? Aqueles saris cheios de brocados da Maya, reparou no último que ela usou quando se defez daquela túnica branca? Are baba, é de babar mesmo.
Ah, e não liga pra crítica da minha xará pro teu texto, ela que fique suspirando pelo deus indiano do Raj, aposto que esta noite se sentirá como uma viúva já que ele não aparecerá mais na telinha. Cuidado Pan que o viuvário lá é punk, vc percebeu né e não combina nada com vc. Namaste pra todas

Dani disse...

Tenho feito uma visitas pra vc, só que nunca tinha me sentido à vontade para comentar, hj resolvi pq gostei bastante da análise que vc fez da novela e dos personagens, vc parece ser uma pessoa que entende bastante do ser humano gosto disso.
Caminho das Indias foi o meu momento de descanso e de diversão, concordo com vc qd diz que foi uma das melhores novelas já escritas e produzidas. Acho que o Projac hj é um pedaço da India. As histórias foram muito bem construídas só não sei se foi legal o Rajh não ficar sabendo que tinha um filho.

Shadow disse...

Olá meninas,

Bom vê-las por aqui!

Shadow disse...

Carol e Dani,

Voltem mais vezes.

Shadow disse...

Val,

Vi o seu comment no outro post. A Neiva é uma pessoa muito querida pra mim, mas eu e ela não somos a mesma pessoa.

Concordo com você. A felicidade é um processo de construção.

Agora já sabe o caminho, apareça!

Shadow disse...

Renata Pan,

Vi o teu recadinho, hora do almoço...deixa um pouco de papel na pilha, assim à tarde vc diz que está assoberbada de trabalho.

Shadow disse...

Alguéééééém...Tenho que ir pro Fórum daqui a pouco. Aliás dia feio hoje não. Cinzento, chuvoso,...só espero que não desabe quando eu estiver na João Mendes...e poupe também aqueles que se recuperam da última chuva.

RENATA PAN disse...

Eu tava aqui me divertindo com vc, ia fica na sombra só mais um pouquinho mas resolvi aparecer antes que vc resolva ir embora

Shadow disse...

O que eu faço com você?!?

RENATA PAN disse...

Não precisa fazer nada já to prontinha

Shadow disse...

Pois então você é uma privilegiada e uma raridade, as pessoas geralmente está à procura de experiências, crescimento, novidades justamente por não estarem prontas.

RENATA PAN disse...

Ô Shadow Sun essa doeu.

Renata disse...

Agora gostei de ver. Oi amiga, bom ver vc por aqui.

RENATA PAN disse...

Pronto, bisbilhoteira chegando

Renata disse...

Que eu saiba esse espaço é público

RENATA PAN disse...

Público seleto

Renata disse...

Então o que é que vc está fazendo aqui?

RENATA PAN disse...

Tá atacada é, só pq o seu Palmeiras perdeu?

Renata disse...

Minha vida é muito maior que um clube de futebol.

Renata disse...

Shadow vc ainda está aí?

Shadow disse...

Estou, assistindo de camarote vocês duas se degladiando

RENATA PAN disse...

Eu vi o seu primo no Fantástico, ele tava liiiiiiindo e bem, graças a Deus.

Shadow disse...

Pan pára de dizer que ele é meu primo, porque as pessoas acabam acreditando.

Renata disse...

Xará só faltou vc dizer aquele deus, pq pra vc todo homem bonito é um deus

RENATA PAN disse...

Nem todos querida nem todos

RENATA PAN disse...

Shadow Sun cadê vc?

RENATA PAN disse...

Olha não me leve a mal, vc pode negar coisa e tal, mas com esse nome e a aparência física de vcs dois é difícil dizer que não, são coincidências demais. Uma vez a moça da Bluckbuster não perguntou se vc era prima dele e vc respondeu o que? Que era.

Shadow disse...

Não foi assim. Essa moça não me perguntou, saiu afirmando e me apresentando pros outros atendentes da Bluckbaster. Eu ia bastante lá porque tinha ganho locação gratuita de filmes, entrava lá e ela ficava apontando pra mim e rindo como se me conhecesse desde a infância, era extremamente gentil comigo, saia do balcão e me dava dicas de filmes, pegava a minha carteirinha e desaparecia com ela (o nome). Chegou uma hora, que todos eles tinham certeza que eu era irmã dele porque ela tinha falado e provado (com a carteirinha), aí então eu entrei na brincadeira, só achei demais dizer que era irmã, então resolvi dizer que era prima. Foi só isso, uma brincadeira.

Renata disse...

Essa moça devia ser muito fã dele, ou então não batia muito bem devia ser da família da Pan

RENATA PAN disse...

Essa história é muito engraçada

Shadow disse...

Descobri que ela era muito fãzona dele.

RENATA PAN disse...

Nessas vc se deu bem

Shadow disse...

Não, apenas ela e os outros (que também eram fãs) continuaram sonhando, quem era eu pra acabar com aquela ilusão!!

RENATA PAN disse...

Falando em ilusão, gostei do seu texto

Shadow disse...

Elogio vindo de vc, mesmo sem o close do seu deus indiano no post?

Renata disse...

Ficou muito bom mesmo, vc viu que alguém comentou que faltou revelarem pro Raj a história do filho verdadeiro?

Shadow disse...

Li. Foi Dani quem escreveu. Acho que a novela teve tantas tramas paralelas que a gente ficou com a sensação de que acabou rápido demais. Por mim, teria tido uma semana a mais. Não que eu não tenha gostado, mas gostaria de ter visto a Maya anunciando uma segunda gravidez, o nascimento dos gêmeos da Camila e a Surya virando a empregadinha da casa (aquela megera, arre), Shankar vagando pelas montanhas, o Raul recomeçando a vida na cidadezinha do interior, o Tarso e a Tônia indo pra Alemanha (ela atrás da sua bolsa de estudos), Raj conhecendo o filho que está no Brasil.....mas, talvez isso fosse dar início a uma nova novela. Então algumas trams ficaram para o nosso imaginário, a própria Duda diz que a verdade não seria escondida, e que mais adiante o filho poderia optar por conhecer o pai. De alguma maneira, é um desfecho e abre a perspectiva para que no futuro o Raj saiba a verdade.

RENATA PAN disse...

Os atores deram um banho de interpretação não?

Shadow disse...

Todos a exceção do Bahuan. O Márcio Garcia tinha um personagem denso, sofria com o complexo de inferioridade por pertencer a outra casta, mas manteve sempre a mesma expressão, a mesma entonação de voz, não gostei, não passou vibração, empatia, foi impossível torcer pra ele ficar com a Maya, até com a outra moça achei que ele não merecia ficar.

RENATA PAN disse...

Nossa vc não gosta mesmo dele, ah, já percebeu que a Renata confunde are baba com hora de babar? hehehe

Renata disse...

O nome da moça é Shivani. Isso acontece quando a gente não acompanha diariamente a novela.
Pan, e falando em baba, vc já sabe quem é que baba aqui não?

Shadow disse...

Não gostei do ator ter desperdiçado todas as possibilidades que esse rico personagem lhe ofereceu, só isso. Inclusive li em algum lugar que o Raj de fato morreria e a Maya ficaria com ele.

RENATA PAN disse...

Se a Glória fizesse isso com o meu Raj, nunca mas nunca mais assistia a uma novela ou minissérie dela, por ele eu babo não é segredo

Renata disse...

Viu só Shadow, ela fala como uma viúva babona

Shadow disse...

Não falaria assim se o Márcio Garcia tivesse dado vida ao Bahuan, mas não passou de uma sombra na novela. Are baba. Opinião minha, ok?

RENATA PAN disse...

Não me imagino torcendo pra Maya ficar com o Bahuan

Shadow disse...

Pan tente imaginar a história de Romeu e Julieta na versão indiana. Creio que fosse essa a proposta inicial, mas com um final feliz. O personagem do Bahuan em essência, se devidamente trabalhado pelo ator, tinha tudo pra ter sido um marco na carreira do Márcio Garcia. Em outras palavras, ele não teve o timing e o feeling que o Rodrigo Lombardi teve, fazendo do seu Raj um personagem inesquecível

Renata disse...

Concordo com vc.

RENATA PAN disse...

E aquela psicopata?

Renata disse...

Tem uma pessoa aqui que é a Yvone de calças, tá sempre puxando o tapete de alguém, o Eduardo dançou por causa dele. Fez drama de uma situação que não tinha a dimensão que ele deu, pra ficar com o cargo do outro e agora quem sofre é quem ficou, não quem lhe deu o cargo pra quem ele estende o tapete vermelho até hj.

Thania disse...

Shadow,

Eu acompanhei a novela sempre que possível , adorei e já estou com saudades . Gosto das novelas da Gloria Perez e do Manoel Carlos. Vamos ver como será a próxima Helena dele .

Seu texto está simplesmene ma-ra-vi-lho-so ! Vc é jornalista ? Ou é professora? Pergunto pq seu estilo de escrita é bem didático e , às vezes, jornalístico .

Uma boa semana.

Bjks

Shadow disse...

Com gente assim é melhor ir levando na diplomacia, mas sem muita intimidade, porque são sagazes e inteligentes isso há que se reconhecer, quando se aproximam é para observar os pontos fracos do outro e usarem isso em benefício próprio, como foi no caso da Yvone.

Shadow disse...

Thania,

Bom vê-la por aqui.

Sou advogada. Mas sempre gostei muito de escrever, desde a infância. Na casa dos meus pais lia-se muito, e é aquela velha história, escreve bem que gosta de ler.

Uma linda semana pra você também

RENATA PAN disse...

Essa Thania parece tão estilosa

Shadow disse...

Tenho a mesma impressão em relação a ela. Eu a imagino do jeito com que aparece no avatar (para os leigos avatar é a fotinho)

Renata disse...

Ainda bem que vc falou, senão eu ia focar boiando

RENATA PAN disse...

Thania, a Shadow Sun é muito modesta, além de uma grande advogada, ela também é uma brilhante psicóloga. É isso enquanto uns a duras penas terminam o colegial, ela fez duas Universidades

Shadow disse...

Esse é o fã clube falando, divida por cem o que é dito.

Renata disse...

Thania, multiplique por mil

Shadow disse...

Gente tá chegando a minha hora, passei mesmo porque vi o recadinho da Pan e pra ficar um pouquinho com vocês. Obrigada pelo carinho e pela companhia. Namasté!

RENATA PAN disse...

Bjs, prima daquele deus global

Renata disse...

Não fala assim que ela não gosta

RENATA PAN disse...

Mas foi ela mesma quem confessou pra aquela coitada da Bluckbuster que é prima dele. E além do mais ela já foi, só restamos nós duas aqui, não percebeu ainda?

Renata disse...

Foi tão bom hj ficar aqui com vcs. Pior que tenho que ir tb. Mais tarde se der eu volto. Namasté

RENATA PAN disse...

Eu gostei muito tb. Namasté

Vani disse...

Poxa se eu soubesse que vcs iam estar por aqui, teria ficado tb pra conversar. Pena perdi

Rafael disse...

Sou o Rafael, tenho vindo aqui com uma certa frequência, mas vejo sempre tantas mulheres por aqui e algumas tão divertidas e engraçadas, que acabo ficando meio perdido. Hoje resolvi deixar minha opinião, para destacar uma das cenas finais que eu achei maravilhosa e comovente, o avô indo à procura do neto, tomando-o nos braços e levando-o pra casa, pouco se importanto nesse instante com a sua casta ou origem. Parabéns pelo belo blog. Namaste também.

Renata disse...

Olhe Rafael não se sinta incomodado com as brincadeiras da Pan, é assim mesmo ela deixa qualquer um desorientado, com o tempo a gente se acostuma pq percebe que no fundo ela é uma boa pessoa.
Também gostei da cena que vc menciona.

RENATA PAN disse...

Renata, veja bem minha querida, é evidente que o Rafael não se refere a mim, quando muito eu sou é sarcástica, portanto as referências que ele faz é a vc mesma, só te peço para que vc pare de deixar desorientados os que querem falar com a ShadowSun

Renata disse...

Pan ele não disse desorientado mas perdido

RENATA PAN disse...

Perdido? Então é com a Vani mesmo, vou pedir pra ela emprestar a bússola pra ele

Renata disse...

Viu? Vc tem mania de me culpar por tudo que acontece. Concordo que ele fala era da Vani

Renata disse...

Pan cadê vc?

RENATA PAN disse...

É que deu pane aqui, desligou tudo. Minha mãe sempre dizia que não se deve falar de quem não está presente pq Deus castiga, senti a presença dele agora

Renata disse...

Ele já deve estar enfurecido com vc faz tempo.

RENATA PAN disse...

Fico imaginando então com vc, deve estar bem cansado o coitado. Mas pensando bem a culpada é a Vani mesmo, pq ela não aparece pra conversar? desse jeito a gente tem que falar na ausência dela

Renata disse...

A sua lógica é de dar inveja a Einstein

RENATA PAN disse...

Acho que não vem mais ng

Renata disse...

Neste horário? Hora de ir pra casa e do rush. Acho a sua lógica novamente perfeita

RENATA PAN disse...

Inteligência é o que não falta aqui

Renata disse...

E pelo visto nem modéstia

RENATA PAN disse...

O seu raciocínio lógico começa a me surpreender tb

Renata disse...

E ele começa a me dizer que é pra eu ir tb. Até amanhã

RENATA PAN disse...

Acho que temos afinidade por telepatia, tb vou, bjs

Shadow disse...

Rafael,

Não se sinta intimidado por essas mulheres loucas, são assim mesmo, mas inofensivas garanto. Algumas se conhecem a algum tempo então as brincandeiras entre elas rolam mesmo.

Concordo com você que a cena entre o avô e o pequenino Krishna, foi de fato especial e comovente. Remete ao pensamento de Opash ao dizer que é difícil arrancar convicções e costumes, mas há algo maior que é capaz de subverter e sobrepor-se a tudo isso, e o nome disso é Amor.

Shadow disse...

Pessoas,

Vejo que hoje se divertiram bastante por aqui, pelo visto a semana promete, já começou inspirada, hehehe.

Beijos pra todas.

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