terça-feira, 30 de abril de 2013



OS ESTRANHOS ACONTECIMENTOS DO ANO DE 2013 SOB A LUZ DO NÚMERO 13 - PARTE4


  

Bela retirou do forno os biscoitos de mel. O cheiro havia se espalhado por toda a casa.
- Delicia esse cheirinho, me faz lembrar das tardes de domingo na casa da nona. Tinha sempre uma fornada de biscoitos quente saindo. Lembra? 

- Como não lembrar! Era um tal de correr pra cozinha e queimar as mãos porque ninguém tinha paciência de esperar que esfriassem, disse Bela.
 
- É mesmo. Esses biscoitos são iguaizinhos... acho que vou queimar as mãos, falou sorrindo.
- A cozinha é um pedaço da casa onde eu gosto de fazer minhas alquimias.
- Já não posso dizer o mesmo, acrescentou Maria Rita com toda a sinceridade.
- Que tal se nós levássemos os biscoitos pra sala?
- Ótima ideia, disse enquanto mordia um dos deliciosos biscoitos.

Ao sentar, Maria Rita comentou:
- Bela, sou fascinada pelos mistérios você sabe disso. Mas ao mesmo tempo fico angustiada. Giram na minha cabeça coisas como: guerra nuclear, pandemia viral, mudanças climáticas, apocalipse... e o número 13 orbitando sobre tudo isso...

- Rita, vamos por partes. Injustamente se atribui ao número 13 a responsabilidade por catástrofes e calamidades. Chega a tal ponto a superstição, que em muitos lugares ele é evitado. Nos Estados Unidos e em alguns países, por exemplo, muitos edifícios não têm o décimo terceiro andar, nem o número 13 em poltronas de teatro ou plataformas de trem. Muito embora, como já vimos antes, acidentes de grandes proporções estejam ligados à energia do 11.
- De onde vem então essa crença?
- Do número 12.
- Do 12? O que a tampa tem a ver com a panela?

- Atribui-se ao número 12 a atuação de Deus no espírito, na dualidade das coisas e do homem.

- Como assim?
- Pra começar ele é o símbolo das pirâmides, que é o símbolo de Deus, representando a força da espiritualidade sobre a matéria. Nas pirâmides, os quatro triângulos simbolizam a evolução atuando na matéria: 3+3+3+3 = 12. Daí ele estar presente em muitas representações: os 12 apóstolos, as 12 tribos de Israel, os 12 signos do zodíaco, as 12 horas que dividem o dia e a noite... O 12 encerra um sistema completo, coeso e perfeito, passando a ideia de segurança, de algo que está estruturado, perfeito e inviolável, como a pirâmide. Aí vem o 13 e surge como a ruptura de algo que está em harmonia.
 - Incrível isso!!

- Pois é, o 13 traz com ele a ideia do desconhecido e, com isso, o medo.  Agora acompanhe comigo. Doze eram os apóstolos de Jesus, que era o décimo terceiro, que foi crucificado. As pessoas esquecem, no entanto, que a se acreditar nas Escrituras, a morte de Jesus foi seguida da Ressurreição. Há doze signos do zodíaco, com o Sol no centro. Sem o Sol não haveria vida na Terra. Você sabe o que a carta de número 13 representa no Tarô?
- Não faço ideia.
- É a Morte.
- Ah, então existe uma razão pro 13 ser temido!
- Não necessariamente, no Tarô o 13 remete à passagem para um plano superior de existência, o que vai de encontro ao que nós falamos até aqui sobre a Era de Aquário. Sugere a morte da matéria e o nascimento do espírito, representando a transformação.
- A transcendência?
- Exatamente. O 13 reduzido ao 4 (1 + 3 = 4), mostra um processo de evolução. O 4 é o número da Terra, e a Bíblia nos diz que “somos o sal da Terra”.
- O sal da terra....
- Isso mesmo. O sal da terra. O número 13 tem sido temido como o número da Morte, como representado no Tarô, e, de fato, a representa, mas não no sentido comum, físico. A morte é uma simples alteração, necessária para um início inspirador, uma nova tomada de consciência, uma Nova Ordem.
- Olha a Nova Ordem aí de novo. Isso é o que estaria por trás da renúncia do Papa, do ano de 2013?
- Veja Maria Rita. Ao nascer morremos num outro nível de existência. Quando nos formamos, morremos como estudantes e nascemos como profissionais. No casamento, cada um morre como entidade isolada para renascer como dupla. Transformação é a palavra-chave do número 13, e este ano está impregnado dele. Você assistiu o filme “A Odisseia”.
- Não.

- Eu assisti há pouco tempo. Ele é muito interessante, nos reporta ao período homérico, retratando a saga de Ulisses (Odisseu) para retornar à ilha de Ítaca; ele após ter vencido a guerra de Tróia e, por sua soberba, provocou a ira de Poseidon, deus supremo do mar, tendo sido condenado a ficar vagando pelos mares, sem poder encontrar o caminho de volta pra casa, por tempo indeterminado. No afã de chegar a Ítaca, Ulisses não se dá conta de que ao vencer os obstáculos e desafios criados pelos deuses do Olimpo, ele está criando um caminho, e o que importa afinal é esse caminho: o aprendizado, a superação, a mudança, a luta com os seus sentimentos...  Ele só consegue chegar à ilha depois de transformar-se, de olhar de um jeito diferente para o horizonte.
- Nossa, não pensei que fosse tão interessante.
- Interessante e denso. Ulisses é um exemplo de amor na sua ânsia de voltar pra casa e de coragem e perseverança, diante das dificuldades da vida e das forças que se renovam. Ulisses somos nós. Também somos colocados à prova e passamos pelas intempéries da vida. Como sobrevivemos? A partir da renovação e transformação do amor que nos move em busca de nossos sonhos.
- É lindo demais...
 - Esse é o segredo do número 13. Ele não representa um momento, mas um processo, que rompe com o ciclo completo que o 12 representa, a transmutação (12 + 1), que sugere a morte e um novo período na evolução cíclica. Esse é o marco que estamos vivendo em 2013, o ponto entre o antes e o depois, o momento exato do corte e da transformação. Nos passos da iniciação dessa Nova Ordem, é a morte do ego dando lugar a outro ser. É preciso destruir a personalidade para recriá-la sob um novo aspecto: a comunhão com o ego universal.  

- Ego universal?
- Até agora nos alimentamos da intolerância, do egoísmo, individualismo, da violência, os fatos do dia-a-dia estão aí recheados disso.
- A violência está demais, ninguém suporta mais.
- É verdade, chegamos ao nosso limite. Nesse sentido o número 13 e a Era de Aquário, apontam para a necessidade de profundas mudanças interiores, da revisão de conceitos, da reformulação de nossa forma de pensar e agir. Uma Revolução de Consciência é necessária, e ela passa pelo amor, um amor diferente daquele que conhecemos, um amor que transcende, que dá sem nada esperar em troca, que nos irmana com todos numa fraternidade universal em harmonia e sintonia íntima com o Universo.
- Como alcançar isso? Não vejo perspectiva.
- Temos 2000 anos para descobrir....
                                                                                                                                                                                     


                                                    
Cure o mundo
Faça dele um lugar melhor
Para você e para mim
E toda a raça humana


Shadow/Mariasun


Licença Creative CommonsO trabalho OS ESTRANHOS CONTECIMENTOS DO ANO DE 2013 SOB A LUZ DO NÚMERO 13 - PARTE4 de MARIASUN MONTAÑÉS foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.



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