sexta-feira, 19 de dezembro de 2014





 DUPLA IDENTIDADE – EPISÓDIOS 11 E 12



Desejo que todos tenham um pescoço e que eu tenha minhas mãos nele 



Se alguma dúvida houvesse sobre a verdadeira identidade do assassino de mulheres, elas não existem mais, as evidencias se transformaram em provas. A polícia técnica conseguiu extrair da bota do Edu o DNA de uma das vítimas.

O inofensivo advogado e estudante de Psicologia (Bruno Gagliasso), que está ao lado do delegado Dias (Marcello Novaes) e da psicóloga forense Vera (Luana Piovani), tornou-se o inimigo número um, a caça está na mira.

Psicopata não pensa como uma pessoa normal, Vera cansou de repetir e isso ficou bem claro até aqui. A ousadia, presunção e frieza permeiam seus atos.

Edu conseguiu que Tati (Brenda Sabryna), a filha do delegado, levasse uma mochila para casa com a cabeça de uma das vítimas. Sinistro e desafiante. “Nem começou”, diz ele com indisfarçável cinismo ao Dias.

“A Tati tá com uma mochila que não seja a dela?”, pergunta transtornado ao telefone o delegado à mulher, ex-mulher a esta altura; angustiado, ele percebe que o criminoso envolveu sua filha. Esta por sua vez, ingênua e crédula, ao saber que o pai está atrás da mochila, rouba o carro da mãe, com a intenção de ir ao shopping e devolver a sinistra encomenda.

O carro dela é interceptado por Vera: “Tatiana o que tem nessa bolsa?”, pergunta. Enquanto Tati foge, a polícia antibombas é chamada para retirar o conteúdo da mochila. A princípio a suspeita é de que ali poderia haver explosivos. No fundo não deixa de ser, afinal não é todo dia que uma cabeça é encontrada dentro de uma mochila. “Esse miserável tentou explodir minha casa!”. Não Dias, ele tentou explodir a sua vida.

"O que tem lá dentro? Uma cabeça?" É Vera, uma cabeça, mais uma peça do quebra-cabeça.

Edu é esperto. Pretende dar queixa contra o delegado por agressão física. É a caça tentando assumir o controle e virar o jogo. Diz ao advogado com a voz de vítima: Fui agredido. Foi o Dias. Tô aqui desde cedo sem água sem comida. Pede perícia também. Quero só ver quando a Corregedoria souber disso”. Mas é muito dissimulado e ardiloso!

Para não atrapalhar o andamento da investigação, Dias resolve entregar o cargo ao Governador. “Não tome atitude de cabeça quente”, aconselha Vera. Ser enganado, me jogou no olho do furacão”. Verdade. O assassino pode escapar e, o pior, até que se prove o contrário, fez da filha do delegado que investiga o caso, sua “cúmplice”.

O noticiário ferve com a prisão do serial killer tupiniquim. Ray se prende a um único detalhe: Tati. Estaria o Edu tendo um caso com a menina? Estaria sendo traída? Ela desabafa com a amiga: “Está só me usando porque ele tem outra. E eu aqui fazendo jantarzinho. Conferi todos os dias. Vi coisas estranhas no carro dele. Na hora não vi maldade. Não contei pra policial, mas amanhã vou contar”.

Cega por achar que foi enganada, procura Vera mais uma vez. Esta quer saber como se conheceram. Ray diz que a primeira vez que o viu foi na delegacia, ao ir depor sobre uma das vítimas com quem trabalhava. Depois se reencontraram na praia, ele estava jogando bola, e começaram a conversar. Não bate com a história de que teriam se conhecido na festa de um amigo do Edu. Perspicaz, Vera percebe que esse encontro não foi casual, ele planejou, Ray foi escolhida a dedo. 

“Nessa investigação você descobriu se ele tem outra?” Essa é a única preocupação da Ray. Ela não está nem aí para o número de mulheres que ele possa ter matado. 

Um policial encontra Larissa, a filha da Ray, sozinha na porta da delegacia. “Você deixou a menina sozinha lá embaixo e sua preocupação era se o Edu tinha outra mulher?”, repreende a delegada. De fato a Ray tem um perfil pra lá de esquizoide.

Vera quer saber dos machucados em seus braços. Me desespero. Tenho crise de pânico, me corto. Me corto pra me sentir viva”. Ao encerrar a entrevista, ela entrega a Ray um papel com as datas dos crimes para que ela analise e diga onde o Edu estava nesses dias.

E Ray... bom a Ray... bastou ela saber que o Edu não teve nada com a filha do delegado para recuar e voltar atrás, recusar-se a depor, achando que o Edu é o homem da sua vida e a melhor pessoa do mundo... Fazer o quê???

Quem está perdendo o sono com essa história é o senador Otto (Aderbal Freire), e... a sua mulher, Silvia (Marisa Orth).O Edu está preso. O juiz deu a preventiva”, comenta ela consternada. Ele a proíbe de se expor. Sabe que sua candidatura e carreira política podem ir pro vinagre se o Edu, seu suplente na chapa, for acusado de todos aqueles crimes hediondos. Se é pra perder o prumo que perca dentro de casa!”. Sei não, a mulher dele não é afeita a ouvir e a fazer o que os outros mandam. 

Edu consegue falar ao telefone com o senador, tentando mostrar que é tudo intriga para prejudicá-lo na campanha. "Pensa: ...sua amante é morta. Acaso? Coincidência? Sou boi de piranha. Só quero ir embora”.

A mulher do senador, mais infantil que a Tati e contrariando o conselho do marido, vai visitá-lo na cadeia. Silvia?” (até ele se surpreende). “Que fizeram com você?”, lamenta ela. Você é uma mulher maravilhosa. Como ele não enxerga uma mulher como você. Perto de você fico tão intimidado...”. E ela vai caindo nessa conversa feito uma adolescente: “Não vou deixar desacreditarem você. Você vai embora, isso não é lugar pra você.”

Dito e feito: Pouco tempo depois, Edu encontra uma arma escondida na comida. A revista nas delegacias, realmente deixa muito a desejar....

A vida não leva em conta os planos que a gente faz”. Vera diz para o Dias numa espécie de despedida, enquanto se dirige para interrogar o Edu.

“O Dias não vem?”, pergunta o serial no início do interrogatório. “Não”. A gente fala a mesma língua (tentando fazer um jogo de sedução com a Vera)”. “É parece que a gente tem o mesmo gosto artístico (referindo-se à forma como os corpos são encontrados e ao livro de pintura)Por que a página está marcada?”. “Eu preciso mesmo disso (as algemas)?”. “Pode tirar as algemas”, diz Vera ao policial (tentando mostrar que tem o controle da situação). Nãoooooooo! Até tu Vera? Cuidado com o excesso de confiança!!!

“Então pegamos o homem. Vamos ter retorno disso na próxima pesquisa. Vou anunciar seu nome hoje mesmo”, comenta com satisfação o Secretário de Segurança, pensando nos frutos políticos disso. Vim pedir o meu afastamento do caso”, diz com firmeza o delegado Dias. O Secretário faz ouvidos surdos.

“Posso fazer uma pergunta. Esse pintor também é suspeito?”, diz Edu apontando com ironia para as gravuras do livro. “Elas estão na mesma pose das vítimas”, Vera rebate com sagacidade. Até que num golpe rápido e em um momento de vacilo e distração, ela está nas mãos dele, é sua refém. Mas também, quem mandou autorizar que tirassem as algemas dele? Onde ela estava com a cabeça?

A caçadora de mentes agora pode se tornar a próxima vítima...

Com uma arma apontada para ela, ele consegue dramaticamente sair da prisão, despistar a policia e encurralá-la no seu lugar de desova. A amordaça e amarra em uma árvore. Consegue fragilizá-la e fazê-la experimentar o “medo da morte”. Usa contra Vera a mesma técnica dela: “Você quer saber o que se passa na cabeça de um serial killer, o que ele pensa?” “Você não quer saber também o que a vítima sente?”. Tensoooo. Enquanto ela implora por sua vida (quem diria que iríamos ver a confiante Vera implorando!), o delegado Dias usa todos os recursos e drones para localizá-la. Chegará a tempo??? E quando a gente pensa que será o seu fim, ele decide deixá-la lá para ser encontrada e resgatada.

“Sem você o jogo acaba Vera, não tem graça nenhuma”, ele diz. De fato, toda caçada necessita da caça e do seu caçador. 

E com a ajuda do senador Otto, consegue escapar dali de helicóptero com roupas, celular, dinheiro, disfarce, chave de lugar para se esconder (uma bela casa de campo), carro. Olha só quanta mordomia! “Obrigada por confiar em mim, senador!”. “Eu também estou na mira!”, diz o outro. “O senhor é como um pai pra mim!”. É... esse paizão aí, politicamente está com os dias contados.

Enquanto isso, o delegado não perde tempo e fecha todas as saídas da cidade, sem saber que ele escapou pelo ar.

Mas, toda essa emoção, deixou o Edu sedento de sangue e se sentindo poderoso. Sem perder tempo, muda o visual: no lugar dos olhos azuis, agora lentes de contato marrom, que tornam seu olhar ainda mais medonho!!! É vertiginoso vê-lo abordar três mulheres na sequência e assassiná-las com uma frieza maior. Do episódio três lições: se alguém bater em sua porta carregando um gatinho faminto, não vacile, diga que é alérgica a gatos; se à noite, numa rua erma, alguém lhe pedir informações sobre o um endereço qualquer, sem titubear, entre no carro e saia em disparada; e, se for sair pra dar um passeio de carro, não esqueça de antes encher o tanque de gasolina. Fica a dica!!!

Graças à blitz da lei de seca, ele é capturado novamente. Ufa! Um psicopata a menos nas ruas!

O delegado Dias comemora! Quer nova perícia no apartamento do Edu, pesquisa de sangue, a coleta de todas as provas possíveis e inimagináveis para condená-lo. Agora virou pessoal!

Afinal, ele é levado a julgamento. Na frente do Fórum do Rio de Janeiro, protestos! Muitos acreditam na sua inocência! Valha-me Senhor! Na chegada, desce acenando para as pessoas, jornalistas e fotógrafos feito um pop star, é nítido que se sente o "todo poderoso" com os holofotes e todas as atenções voltados pra ele.

Enquanto aguarda, recebe a visita de Elenice, sua mãe (Ana Barroso). "Brian", ela diz. Brian??? Como assim??? Não é Edu??? O que foi que eu perdi?




                              Nós serial killers, somos seus filhos, nós somos seus maridos, nós estamos em toda parte



Não sinto nenhum remorso


Shadow/Mariasun Montañés



Licença Creative CommonsO trabalho DUPLA IDENTIDADE - EPISÓDIOS 11 E 12 de MARIASUN MONTAÑÉS está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.





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