segunda-feira, 7 de setembro de 2015

 


INDEPENDÊNCIA OU MORTE...
Domingo, 7 de setembro de 1975. Volto no tempo... olho para essa data com os olhos da minha infância... Bandeiras tremulando, cavalos marchando, fanfarras tocando, crianças das escolas da minha cidade desfilando, cadetes vestindo seus trajes de gala em passos cadenciados, cães treinados da Policia Militar fazendo exibições, autoridades saudando o público, que entusiasticamente retribuía, aplaudia e  acompanhava o desfile em comemoração ao Dia da Pátria, enquanto aviões da esquadrilha da fumaça sobrevoavam o céu, fazendo manobras incríveis e inesquecíveis. Havia uma euforia contagiante naquele espetáculo cívico... 

Era importante acordar cedo e vestir a sua melhor roupa para estar ali, carregando uma pequena bandeira do Brasil nas mãos. Se alguém perguntasse naquele momento o que era o dia 7 de setembro, com a simplicidade de uma criança, responderia: é cantar o Hino Nacional com a mão no peito, se emocionar e sentir orgulho do meu país. Havia encantamento e civismo nessa data.  Foi aí que o verde e amarelo começou a tingir as minhas veias.

Segunda-feira, 7 de setembro de 2015. Dia de hoje... Dilma Rousseff, em Brasília, presidirá o desfile da Independência isolando o povo com um muro de aço nas ruas por onde passará. A Esplanada dos Ministérios transformada num recinto fechado, receberá apenas 3 mil militantes previamente escolhidos para aplaudi-la e aparecer nas imagens da televisão, a troco de condução gratuita  e um lanche de mortadela, tudo pago com o dinheiro do povo... Olho com incredulidade para o que vejo... Onde estão as bandeiras tremulando, as autoridades saudando o povo???

A Presidente eleita pelo partido dito dos trabalhadores, na mais importante data cívica do país, optou por manter-se distante da população temendo ser recebida com vaias e protestos contra o seu governo. É inacreditável! Não é à toa que seu índice de rejeição ultrapasse os 71%. Aqueles que não terão acesso ao desfile, veem o muro como uma grande frigideira. Muitos pretendem ir até lá com colheres para orquestrar o “Panelaço da Independência”. Triste fim de uma Presidente.

Sem ter o que dizer, já antecipou também que não irá se pronunciar em cadeia de rádio e televisão pela data. Nada a lamentar. Poupará nossos ouvidos e panelas.

Após o grito de Independência ou Morte de D. Pedro I, às margens do riacho do Ipiranga, em 1822; Dilma Rousseff, na Esplanada dos Ministérios, em 2015, proclama a Morte de seu governo ao divorciar-se literalmente do povo. Democracia será isso para ela e seu partido? A Presidente não se cansa de errar, essa é a verdade. 

O que já era ruim e insustentável ficou pior ainda. Fato! Não bastassem as mentiras e falsas promessas, a corrupção e a roubalheira que assolou todo o seu governo, os "acordões" na calada da noite para legitimar o crime e a impunidade, a sangria do povo com a oneração de impostos ao invés de cortes na gastança do governo; agora ergue o muro da vergonha para segregar os indesejados: o povo. Faria um favor ao país se renunciasse. Chega da política de pedir voto aos pobres, dinheiro aos ricos e mentir aos dois.

O povo quer voltar a ver as bandeiras tremulando, ser saudado por seu Presidente nesse dia, cantar o Hino Nacional com a mão no peito e, acima de tudo, voltar a sentir orgulho do seu país, porque ultimamente o que ele mais sente é vergonha de ser brasileiro.

O verde e o amarelo ainda pulsam e correm nas veias e, é por esse pulsar que este 7 de setembro vem reafirmar o que o povo tem proclamado nas últimas manifestações: a Independência de um governo e de um partido que já estão Mortos.

                                                                                                                                                                      


 Lutar para defender um país




O projeto de poder do Lula é o vale-tudo 


Shadow/Mariasun Montañés


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