quinta-feira, 12 de maio de 2016




O BRASIL VOLTA A SER DOS BRASILEIROS
 


 
Não há o que possa definir os acontecimentos no Brasil nos últimos meses. Não houve dia que amanhecesse sem que os brasileiros despertassem aos sobressaltos. As notícias vindas de Brasília e das fases da Operação Lava-Jato eram estarrecedoras, uma pior que a outra.

Aos poucos foi se revelando aos brasileiros a verdadeira face de ídolos de barro, que o tempo se encarregou de desmitificar, como Luís Inácio Lula da Silva. O povo não gostou do que viu. Uma rede de mentiras, intrigas e crimes corrompia o poder, capitaneada pelo ex-Presidente, e aperfeiçoada no governo de Dilma Rousseff.

Foi o suficiente para que em 15 de março de 2015 a primeira manifestação popular a favor do impeachment da Presidente, tomasse as ruas do país. Começava a luta para dar um basta aos desmandos da alta cúpula do Poder Central.
 
Um poder cujo comando e diretrizes não estava em Brasília, mas em São Bernardo do Campo, com Lula, criador da criatura Dilma.

Em esforço conjunto, eles conseguiram que o país chegasse à surpreendente marca de ter 330 mil empresas fechando as portas, máquinas de produção paradas, 11 milhões de desempregados, inflação em alta, juros impagáveis, a maior empresa petrolífera do país em ruínas, déficit no orçamento público próximo a R$ 600 bilhões de reais (um rombo de mais de meio trilhão de reais); um Estado sem dinheiro para a Saúde, sequer com capacidade para combater o mosquito Aedes Aegypti, sem dinheiro para a Educação e sem dinheiro para financiar os Programas Sociais dos quais o PT tanto se gaba. Esses esqueletos nada mais são do que a herança das derrapadas e corrupção sem freios na gestão pública, representada por Dilma Rousseff, com responsabilidade direta de Luís Inácio Lula da Silva.

A Presidente que ocupou o maior cargo do Poder Executivo do país sempre teve como sua sombra, a presença onisciente do seu criador, o Lula. Fato.

Como Chefe do Executivo, Dilma Rousseff foi e é uma fraude, que sobreviveu a duas campanhas eleitorais, graças às eficientes ações de marketing que a blindaram e cegaram os eleitores, ao venderem uma candidata que nunca existiu. Dilma Rousseff não passou de um títere fabricado, inventado por Luis Inácio Lula da Silva, para acobertar as investigações que haviam iniciado no governo Lula, com o Mensalão, e para garantir a continuidade do propinoduto que abastecia os bolsos de muitos e do PT, em detrimento do país.
 
Dilma Rousseff foi e é um blefe. Sua política e promessas de campanha de um país em desenvolvimento com crescimento econômico e social não passaram de mentiras inventadas e fabricadas pelos marqueteiros do PT e seu governo não passou de um grande varejo de venda de cargos públicos em troca de apoio político, e, de obras superfaturadas negociadas com os cartéis formados por empreiteiras . 

Como dizia Abraham Lincoln: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas, não se pode enganar a todos o tempo todo”. 

A insatisfação dos brasileiros foi crescendo à medida que a recessão e a inflação batiam à porta, as fases da Operação Lava-Jato se sucediam e o país estagnava. Enquanto a imprensa se mantinha cautelosa, as redes sociais incendiavam, promoviam panelaços e buzinaços com hora marcada e mobilizavam a população para ir às ruas, conquistando o apoio até de brasileiros residentes em outros países.

O dia 13 de março de 2016 entrou para a história do país como a maior manifestação democrática jamais vista no país, tomou as ruas e selou o fim do governo Dilma, o futuro político do Lula e do PT. O povo dava um basta aos desmandos de um governo corrupto e agonizante.

O clamor das ruas fez com que em 02 dezembro de 2015, Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados, autorizasse a abertura do Processo de Impeachment, subscrito por Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, por crime de Responsabilidade Fiscal, que resultou num desfalque de R$ 72 bilhões aos bancos públicos e ao FGTS. O que equivocadamente foi chamado de “pedaladas fiscais”, sempre foi crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Economia e o Estado. Dolosamente as contas do governo foram manipuladas e maquiadas, alterando a estrutura dos gastos públicos com sérias consequências e resultados dolorosos para o país e os brasileiros, inclusive com a disparada da inflação, do desemprego e com a perda da credibilidade do país no mercado financeiro internacional.
 
A crise que se instalou não foi apenas política, mas moral.
 
Num domingo glorioso em 17 de abril de 2016, por 367 a favor e 137 contra, a Câmara dos Deputados aprovou a instauração do Processo de Impeachment, autorizando o Senado Federal a julgar a Presidente por má gestão das contas públicas. O povo comemorou e as ruas mais uma vez se vestiram de verde e amarelo.
 
A partir daí o que se viu foi um verdadeiro atentado contra as instituições e a Democracia por parte do governo.
 
Dilma Rousseff, Lula e o PT, de forma acintosa, passaram a vender aos brasileiros e ao mundo a falsa ideia de que um “golpe” estava em curso no país, afrontando de forma irresponsável e sem qualquer pudor a Constituição, o Estado de Direito e os brasileiros.

Não, nunca se tratou de um golpe!!!
 
O Processo de Impeachment iniciou nas ruas e teve seu seguimento segundo os preceitos e mandamentos constitucionais, inclusive sob a vigilância do Supremo Tribunal Federal.

O fato é que uma Presidente com 70% de rejeição popular, não tem legitimidade para continuar governando. Uma Presidente que loteou o poder e permitiu a roubalheira desmedida, não tem competência para continuar governando. Uma Presidente que paralisou, empobreceu e arruinou o país, não tem credibilidade para continuar governando. Uma Presidente que afronta as instituições e a Democracia, não tem dignidade para continuar governando. Uma Presidente que compara o processo constitucional de impeachment ao golpe militar de 1964, não tem idoneidade para continuar governando.
 
É por isso que o impeachment é bem-vindo!!!
 
Hoje, 12 de maio de 2016, por 55 a favor e 22 contra, o Senado Federal, abriu o Processo de Impeachment e afastou a Presidente da República. Um dia coberto de glória, que entra para a história do país como o dia em que o Brasil voltou a ser dos brasileiros.
 
Após 13 anos 4 meses e 11 dias chegou ao fim a era do PT e deu-se um basta ao financiamento com o dinheiro dos brasileiros às ditaduras sanguinárias da América Latina e da África negra, em especial, Venezuela, Bolívia e Angola.
                                                      Uma nova era começa.
 
O Brasil amanheceu em festa. Fogos e rojões no céu anunciavam que um projeto criminoso de poder havia chegado ao fim. O país está liberto dos sanguessugas. Para estes, resta a Justiça do Juiz Sergio Moro e das investigações da Lava-Jato, para outros, os mais de 600 mil comissionados que não são servidores de carreira concursados, muitos deles apadrinhados e que recebem polpudos salários por vezes sem trabalhar, a fila do emprego. 

Assume interinamente o Vice-Presidente da República, Michel Temer, com uma nova equipe de governo, tendo a difícil missão de reerguer um país destruído, diante de um povo cansado dos políticos. Tem um grande desafio pela frente, isso é inegável. Muitas serão as cobranças e não haverá espaço para cometer erros. Mais de 200 milhões de brasileiros estarão atentos e fiscalizando.
Tenho fé que o Brasil há de sair deste episódio como a fênix. Enquanto o governo anterior arde, um novo país há de renascer de suas cinzas.
Momento histórico!!!


Gratidão eterna ao tenaz Juiz Sergio Moro, à sua íntegra Força Tarefa, aos aguerridos agentes da Polícia Federal, à audaciosa Janaína Paschoal diva do Impeachment, aos legítimos representantes do Direito pátrio Miguel Reale Júnior e Hélio BicudoNunca tantos deveram tanto a tão poucos.


Boa sorte ao Presidente interino Michel Temer. Desejo  que faça por merecer o cargo que passa a ocupar


Shadow/Mariasun Montañés


Licença Creative CommonsO trabalho O BRASIL VOLTA A SER DOS BRASILEIROS de MARIASUN MONTAÑÉS está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.




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