sábado, 16 de julho de 2016



O ABISMO ENTRE O ISLÃ E  O MUNDO OCIDENTAL




Não pensei que em tão pouco tempo voltasse a falar de um novo atentado na França desta vez em Nice, localizada na charmosa Côte d´Azur.

Nice... ah... é verão na Europa...

Quanto frescor, quanta beleza nas águas azuis do Mediterrâneo!!!... Não é à toa que alguns de nossos pintores mais festejados como Marc Chagall e Henri Matisse tenham se encantado por suas luzes, tons e cores.

Nesta época do ano, Nice é um convite para centenas de turistas. É comum ver pessoas de todas as nacionalidades, passeando e se divertindo em sua principal avenida a beira-mar, a Promenade de Anglais.

A mesma avenida que na noite do último dia 14 de julho, Dia Nacional da França, que marca a Queda da Bastilha, um caminhão dirigido por um tunisiano deixou ao longo de dois quilômetros um rastro de sangue e dor.

Pessoas de todas as partes do mundo estavam ali reunidas para festejar e ver os fogos que iluminavam o céu de Nice. Eram famílias inteiras e amigos que, em minutos, viram a alegria ser transformada em medo, morte e terror.

Não dá para descrever o que aquelas pessoas sentiram, nem dá para descrever o que nós mesmos sentimos ao perceber que a ameaça pode estar em qualquer lugar, uma sombra do mal que não respeita sequer as crianças, que querem apenas viver e brincar de ser feliz.

Vemos com pesar vídeos, fotos, noticiários, jornais, portais, tentando encontrar uma explicação para o inexplicável.

O fato é que o cenário do mundo ocidental irremediavelmente mudou.

Os atentados terroristas, a intolerância entre cidadãos, o choque de culturas e de religião, tendo como pano de fundo os muçulmanos e o Islamismo, impõem reflexões.

Não adianta dourar a questão tentando fazer uma divisão entre um Islã moderado e outro radical. O Islã não é moderado. Ele é o que é.  O chamado Islamismo radical é o terrorismo; este despreza a vida e os pilares que dão sustentação à Democracia: a igualdade, liberdade e fraternidade. A França representa esses ideais perante o mundo, daí ser o alvo escolhido e preferido dos terroristas.

No último ataque restou um saldo de 84 mortos e 50 feridos em estado crítico, muitos destes crianças.

Enquanto o mundo estarrecido prestava sua solidariedade aos franceses por meio de mensagens e orações nas redes sociais, para nossa surpresa, sobreveio o desastroso levante militar na Turquia, tentando derrubar Recep Erdogan, primeiro-ministro entre 2003 e 2014 e, desde então, presidente daquele país.

Em questão de horas, a Europa voltou a tremer, a OTAN ficou em estado de alerta e os Estados Unidos viram nuvens negras no horizonte.

Da quartelada fracassada um saldo de 265 mortos, mais de 2800 militares presos num total de 6000 detidos, na porta de entrada de uma Europa atônita. Tanto o ataque em Nice como o levante militar na Turquia tem uma raiz comum: o Islamismo.

As Forças Armadas turcas estão sendo progressivamente islamizadas. Tanto é assim que os responsáveis pela insurreição de ontem não eram militares de alta patente; aliás, foi um golpe que Erdogan nada fez para sufocar. Simplesmente deixou acontecer. Ele sabia para onde os ventos sopravam. O mais rústico aparelho de inteligência teria detectado a movimentação militar. Por isso tratou de estrategicamente ausentar-se do país e, de fora, instruir seus apoiadores contra o levante. No fundo não passou de um autogolpe calculado.

Erdogan - um político islamista - ganhou assim, o apoio internacional e da população turca. Hoje está mais forte para perpetuar-se no poder como ditador e colher os frutos, “livrando-se” dos que lhe fazem oposição, com total liberdade para prender, matar e finalizar a islamização das Forças Armadas de seu país, aos olhos do povo, da Europa e dos Estados Unidos, sob a aparência de “legalidade” e de “restituição da ordem pública”

Mas o que isso tem a ver com o tema? Tem tudo a ver!!!

A fracassada tentativa de golpe na Turquia, assim como, o ataque em Nice, ambos em território europeu, são a prova de que os princípios democráticos e um governo islâmico, são como óleo e água, não se misturam.

O governo de Erdogan é pontuado pela ambiguidade. Ao tempo que por sua fronteira já passaram mais de dois milhões de refugiados sírios rumo à Alemanha, França, Bélgica... suspeita-se que ele tenha ajudado a armar o Estado Islâmico contra o governo de Bashar Al Assad e tenha abrigado em seu solo células terroristas contra o governo sírio e os curdos.

A verdade é que em pleno século XXI, vivemos um choque de civilizações. 

A Europa está cada vez mais islamizada, resultado de uma corrente migratória que começou nos anos de 1960 e que se intensificou nos anos de 1990, a maior parte proveniente do norte da África e do Oriente Médio e, mais recentemente, da grande leva de refugiados sírios.

Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Países Baixos,... viram surgir em seu território agrupamentos de imigrantes muçulmanos na forma de “guetos islâmicos”, zonas proibidas para os europeus, onde nem mesmo a polícia, ambulâncias ou os bombeiros têm acesso. É nesses redutos que prospera e cresce o Islã, cuja principal diretriz é a não assimilação da cultura ocidental ou o reconhecimento de qualquer outro sistema social e jurídico que não sejam os preceitos islâmicos; terreno fértil para sérias rachaduras na estabilidade interna europeia e crescimento do terrorismo doméstico.

O multiculturalismo em si não é algo ruim. Países formados por imigrantes como o Brasil, Estados Unidos e Canadá, por exemplo, são muito ricos culturalmente. Ruim é a falta de reciprocidade, a tolerância com realidades paralelas que se sobrepõem às leis de um país, como se vê na Europa ou Eurábia.

As políticas multiculturais europeias têm permitido que em seu território o Islã se propague e que os imigrantes muçulmanos se agrupem e formem sociedades paralelas, ao invés, de criar mecanismos que favoreçam a efetiva integração de quem migra às nações que os acolhem. E isso não será alcançado com a França consentindo que haja zonas em seu território que reneguem as leis francesas, ou, escolas na Europa que direcionem as crianças à prática do Islamismo, para isso existem as mesquitas; ou,  que a Grã-Bretanha permita a atuação de tribunais islâmicos em suas fronteiras. Com essa prática o multiculturalismo europeu está apenas fomentando a islamização do continente.

Por essa razão é que o terrorismo não será vencido apenas pela força.

Será preciso que se promova a integração e a convivência desses dois universos e, isso implica na aceitação e respeito às leis existentes nos países e às culturas peculiares de cada povo. Quem não quiser ou não se adaptar, sempre poderá fazer o caminho de volta ao seu país de origem ou até mesmo ser deportado. A tolerância dos europeus não irá moderar os radicais. Pelo contrário, para eles (os radicais), a tolerância é sinal de fraqueza, é algo que os motiva a combater aquilo que eles veem como uma ameaça: a cultura ocidental.

O ocidente e o universo islâmico, querendo ou não, têm que conviver lado a lado, desde o 11 de setembro. É algo irreversível.

Muita energia gasta, diplomacia, vidas perdidas, ataques aéreos e por terra no combate a Osama Bin Laden, Al Qaeda e, agora, ao Estado Islâmico, têm revelado cada vez mais o abismo abissal que separa o mundo ocidental dos fundamentalistas radicais, que são movidos pelo ódio e o sentimento antieuropeu e antiamericano, impulsionados pelo desejo de implantar o califado islâmico na Europa.

O uso da força bélica por várias nações do ocidente contra o Estado Islâmico, não será suficiente para por um fim ao terror, que como se vê pela história, é algo cíclico.

Neste momento, é necessário haver um empenho e uma ação conjunta de forças para conter o fluxo migratório, com a atuação efetiva dos governos europeus, organismos internacionais, líderes religiosos – em especial – do Islã, para que os ensinamentos de Maomé não sejam usados como fundamento e justificativa para o terror, em que se possam efetivar e renovar as relações entre o ocidente e os muçulmanos nos limites aceitáveis, toleráveis e seguros.

Até mesmo porquê, como se viu em Nice, basta uma única pessoa sabendo dirigir um caminhão para causar um verdadeiro estrago. Hoje, o terrorismo atua a partir da zona escura da internet, conhecida como deep web, uma das maiores redes de anonimato, segurança e privacidade. É a partir daí que simpatizantes do ISIS são aliciados, "recrutados" e treinados, em sua maioria jovens insatisfeitos, desajustados e não adaptados ao país em que vivem; verdadeiras bombas relógio prontas para serem acionadas.

O mundo está sob ameaça. 

Qualquer evento de maior magnitude corre perigo. Tudo indica que o Brasil seja o próximo alvo em razão das Olimpíadas, até pelo que elas representam: a união dos povos por meio do esporte. 

O evento reunirá as delegações dos principais países do mundo ocidental.

Dizer que o Rio de Janeiro está preparado para um possível ou possíveis ataques terroristas é querer enganar-se. Basta ver que a Força de Segurança Nacional, escalada para garantir a paz e a segurança, foi recebida a tiros pelas milícias dos morros cariocas, além de haver sido alojada em condições sub-humanas pela Prefeitura do Rio, sem colchões, luz ou água. Assim não dá, né??? Segurança é coisa séria!!!


Dizem que Deus é brasileiro, espero que o seja, pois só Ele para assegurar que o terrorismo de fora não nos atinja, porque o interno... bem... esse já é até consentido por quem deveria combatê-lo. 

PRAY FOR RIO JANEIRO!!!



PEOPLE HAVE THE POWER



Shadow/Mariasun Montanés



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